Pela noite que nos adormece os sonhos
E os acorda para os sentir crescer
Vamos sendo, monstros medonhos
Com medo de adormecer
Porque a vida nos consome e alimenta
Da palavra, da outra margem do nosso ser
Vamos sendo, operários sem ferramenta
Com medo do dia a entardecer
Calculando viagens, separando mares
Na procura do eterno impossível saber
Vamos sendo, tímidos cantares
Com medo da luta que é viver
Podemos nós estar serenos
Na profundidade dos olhares ao nascer?
Podemos nós, infinitamente pequenos
Acreditar na morte por morrer?
E os acorda para os sentir crescer
Vamos sendo, monstros medonhos
Com medo de adormecer
Porque a vida nos consome e alimenta
Da palavra, da outra margem do nosso ser
Vamos sendo, operários sem ferramenta
Com medo do dia a entardecer
Calculando viagens, separando mares
Na procura do eterno impossível saber
Vamos sendo, tímidos cantares
Com medo da luta que é viver
Podemos nós estar serenos
Na profundidade dos olhares ao nascer?
Podemos nós, infinitamente pequenos
Acreditar na morte por morrer?
9 comentários:
A vida é sem dúvida um mar de contradições e contratempos que nos ocupam os medos de querer acreditar. No entanto não há melhor que VIVER....
Bjinhos
Que pena nem todas as palavras tenham uma assinatura...
"Pela noite que nos adormece os sonhos...
Vamos sendo, monstros medonhos
Com medo de adormecer..."
...talvez por isso mesmo
ande com os meus sonhos
...sempre fora de horas.
um abraço.
A.: O que é andar com os sonhos fora de horas?
A.: O que é andar com os sonhos fora de horas?
Deve ser por isso que nascemos já a chorar!... ;)
"As coisas difíceis levam muito tempo. O impossível pode demorar um pouco mais".
(Anónimo)
:)
A extensão do 'nunca mais' com a tua morte vai até à morte do universo. E é sobretudo isso que a torna incompreensível
"A extensão do 'nunca mais' com a tua morte vai até à morte do universo. E é sobretudo isso que a torna incompreensível"
Vergílio Ferreira.
Por mais que tentemos explicar, entender e aceitar, a morte foge-nos, à nossa compreensão... mais. à nossa aceitação...
Talvez porque somos muitos pequenos...
Talvez porque haja algo que nos transcenda...
Beijo.
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