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15 de abril de 2008

mÃoS

Para lá de todos os passados sei que haverá um futuro por onde as esperas me servirão de abrigo. Porque as cortinas se deixaram cair como lágrimas em torno do caule dos corpos sedentos. Porque nas esquinas há sempre uma palavra para nos surpreender.
Porque em torno de nós existem as nossas mãos.

8 de abril de 2008

eMfReNtE

E se me repetisse desalmadamente, desmesuradamente, loucamente, eternamente, perigosamente, sabiamente, medrosamente, cruelmente, eficazmente, cansativamente, esporadicamente, serenamente, inquietantemente, intensamente, desejosamente, calmamente, simplesmente, abertamente, furtuitamente, fatalmente, sofregamente, sentimentalmente, longamente, frontalmente, perdidamente, poeticamente, constantemente, correntemente, secamente, freneticamente, estouvadamente, plenamente, subitamente, completamente, satisfatoriamente, antigamente, vagarosamente, açucaradamente, sentimentalmente, cientificamente, amorosamente, desejosamente, prudentemente, friamente, pausadamente, quente... mente... empalavrasquenosunemporentrecadapartidaecadachegadaemtornodetodososgritosdemecravarapele?

4 de abril de 2008

s0bRa

Sei que um dia os meus passos se calarão no caminho. Que a calçada nunca mais me seguriá os sonhos. Que a minha respiração será a vertigem com que me aconchego perante a saudade.
Sei que um dia me faltarão as palavras. E os rios serão finalmente o leito onde repousarão as lágrimas...

21 de março de 2008

dIaDaPoEsIa

No dia em que souber escrever, deixo de o fazer.

oOuTr0lAd0dEn0v0pElApRiMeIrAvEz

Ouviremos o bater do coração. Das palavras que nos vão unindo por entre todas as saudades, nas esquinas de cada inquietação. Sei deste vento em cascata de encontro às correntes das nossas respirações. Procuro os silêncios de encher nos olhos as lágrimas de todas as vidas. Outro pedaço da nossa paisagem. Nos caminhos fundos que fazemos lado a lado. Nos areais que recebem as ondas dos sonhos e dos labirintos. Ao som que emana da ponta dos dedos até ao sorriso da ternura. Sento-me em mim. À espera. Estou pronto.
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Obrigado, Luísa.

14 de março de 2008

aRrIbA


Pela raiz de todas as manhãs arranco a força para o mergulho. A aventura diária de acreditar que as palavras nunca se gastam. Mesmo as dos poetas... Por isso regresso a mim a cada dor. Em inquietação e vertigem. Para que ao adormecer tudo se transforme num amanhecer cheio de luz. Quero esta respiração divina! Agarram-me?

4 de fevereiro de 2008

InDiFeReNtE

Parece-me que nos calamos... Na penumbra de uma história sem fim. Para além da estrada. Por força da entrada.
Parece-me que a vigia se enganou... Se deixou ofuscar pelo reflexo das águas. Pelo ondular da corrente. Engasgada pelas margens.
Parece-me que não haverá mais palavras. Nem beijos.
Porque tudo o que parece nos consome as pontes.

24 de dezembro de 2007

nAiMeNsIdÃoDoScAmInHoS

Passamos o portão para o lado de lá. Ficamos no portão do lado de cá. Espreitamos o lado de lá do portão. Temos saudades no lado de cá do portão. Sentimos medo do lado de lá do portão. Choramos no lado de cá do portão. Sonhamos com o lado de lá do portão. Esperamos no lado de cá do portão.
Andamos de cá para lá, do portão. Parados na imensidão dos caminhos...

20 de dezembro de 2007

sEmMiM

Precipito-me em mim sem palavras, sem tempo. Caio num buraco escuro sem respiração. Abro os olhos sem forças. Fecho as mãos geladas. O meu corpo não pede nada. Silêncio talvez. Quietude. Sentir que os dias vão passando sem se perderem. Desperdício? Precipício! Vagueio pelos sons e aromas à minha volta em vertigem permanente. Imune. Incolor. Intransparente. Vazio. Um estado lacrimejante demasiadamente doloroso para mim onde os rios secam. Preciso de um beijo. Um abraço. O ar que respiro está poluído. Asfixia-me e penetra-me nos sonhos inertes. Quero a minha respiração. Nada que tenha em mim. Que de mim tudo se sente feio e sem sorrisos. Vou correr na praia. Gritar na praia. Saltar na praia. Deixar-me levar em cada grão de areia ou onda e talvez voltar. A mim...
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Desculpem-me o desabafo. Em Natal embrulhado...

12 de dezembro de 2007

eSePaRaSsE?

E se parasse? Se uma manhã de sol se transformasse num clarão tal que me imobilizasse em todas as direcções. Poderia ver melhor os outros a passar-me à frente, mesmo os que não me olham? Seria capaz de sentir todos os aromas das emoções à solta no vento e no brilho das vozes? Das que choram. Das que falam apenas. Das que riem. Das que pedem. Das que me querem enforcar. Das que me engolem. Das que não me dizem nada. Das que me amam. Das que nos unem... E se parasse? Perdido na imobilidade deixar-me-ia levar em tamanha impossibilidade. Sim. Impossibilidade. A de ir sem ir. Ou a de estar sem ser. Pelo menos poderia de novo responder-me às eternas questões que me movem? Não. Perderiam sentido... Como tudo, que ficaria vazio. Oco. Sem fundo. Sem futuro. Morto. E se parasse? Se morresse mas continasse vivo?

12 de novembro de 2007

rEpEtIçÕeSrEpEtIçÕeSrEpEtIçÕeS

hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje (reticências, claro)

25 de outubro de 2007

sEmPaLaVrAs

Sem rasto... os caminhos percorrem-nos de olhos fechados. Sem rosto... os horizontes vagueiam-nos por dentro. Sem casa... os aconchegos libertam-nos em dor. Sem cor... as marés geometricam-nos a alma. Sem tempo... os gritos ficam-nos em cânticos nocturnos. Sem ti... eu fico-me.

2 de outubro de 2007

p0uSo

Pouso o olhar na corrente
No sossego de cada passagem
Volto-me para ti, no teu andar doce e quente
De tudo ser fome, abraço e viagem
Pouso-me por entre todos os pés
As mentiras de cada passo dado
Regresso-me entre tudo o que para mim és
Na espuma do tempo distante e cansado
Solto-me no verso fundo que se silencia
Perto do mistério que em mim ouso
Tudo é mais que forte poesia
Sempre que fico e apenas me pouso...

1 de outubro de 2007

sEdIsSeRaDeUsÉoLh0sNoSoLh0s

Hoje dirijo-me directamente a todos. Talvez das poucas vezes que o faço. Mas apetece-me. Sim. Talvez das poucas vezes que me apetece. Não por achar que quem aqui passa não merece uma resposta. Mas só pelo facto de que assumi um estilo e assim pretendo continuar. Deixo-me aqui. Simplesmente. Nas palavras que nos podem ou não unir. Nas palavras que me escorrem no meio das outras, das imagens e das sensações. Nas palavras que não são para ninguém em particular e podem ser de todos. Nas palavras que apenas existem só pelo facto de que através das outras ou apenas da vontade as faço existir. Sem saber como. Nem porquê. Nas palavras que a pouco e pouco me foram transportando para o meio dos outros. Nas palavras que também criaram fantasias... Nas palavras que aprendi aqui que podem pesar mais do que eu pensava. Nas palavras que sei brotam do meu interior como um pássaro que se solta em direcção ao desconhecido. À liberdade. Porque este espaço é acima de tudo um lugar de liberdade. Não serve para prender ninguém. Muito menos a mim. E é isso que me sinto hoje. PRESO. Porquê? Porque pensei assim: Pedro, e se não houvesse palavras? Que seria de ti?
Porquê? Porque pensei assim: Pedro, e se não houvesse palavras? Que seria de ti? PRESO. E é isso que me sinto hoje. Não serve para prender ninguém. Muito menos a mim. Porque este espaço é acima de tudo um lugar de liberdade. À liberdade. Nas palavras que sei brotam do meu interior como um pássaro que se solta em direcção ao desconhecido. Nas palavras que aprendi aqui que podem pesar mais do que eu pensava. Nas palavras que também criaram fantasias... Nas palavras que a pouco e pouco me foram transportando para o meio dos outros. Sem saber como. Nem porquê. Nas palavras que apenas existem só pelo facto de que através das outras ou apenas da vontade as faço existir. Nas palavras que não são para ninguém em particular e podem ser de todos. Nas palavras que me escorrem no meio das outras, das imagens e das sensações. Nas palavras que nos podem ou não unir. Simplesmente. Deixo-me aqui. Mas só pelo facto de que assumi um estilo e assim pretendo continuar. Não por achar que quem aqui passa não merece uma resposta. Talvez das poucas vezes que me apetece. Sim. Mas apetece-me. Talvez das poucas vezes que o faço. Hoje dirijo-me directamente a todos.

23 de setembro de 2007

b0cAd0


O silêncio. Hoje o silêncio na tua partida. Os teus passos não deixaram rasto. O teu rosto deixou fome. Sorrindo por dentro na leve leve nuvem nos nossos sonhos de menino. Saltando nas riscas de uma tela preenchida por ti. Unicamente por ti. À luz dos nossos olhos bebendo cada silêncio. O silêncio. Hoje e sempre.

21 de setembro de 2007

PaLaVrA

Palavra por palavra, sempre palavra às voltas nas palavras de cada um e nas minhas onde se perdem e se (re)encontram novas e velhas palavras de tanto nos serem palavras de dizer(-nos) outra vez nas palavras que por vezes não (nos) reflectem e que também palavras nos fazem entrar pelas palavras adentro sem temor que a palavra é um pouco forte nas palavras de tanto existir nas fórmulas e nos labirintos das palavras dos olhares que as marés em palavras vivas em mim nos aconchegam também por tanto ser eu palavra por palavra...

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...