Vou inventar mais um jardim.
Para te cobrir de aromas e cores
Para te devolver o silêncio das flores
E quem sabe, qual rio, desaguares de novo em mim...
Vou pintar uma falésia forte.
Para que as ondas te cubram e te aqueçam
Para que nunca mais de ti desapareçam
Os silêncios que te gritam outra vez a morte...
Vou agarrar o tempo da vida.
Para que sorrias e dances sem parar
Para que cantes e queiras sempre cantar
Esse silêncio que do peito te põe despida...
Vou ser vento, leito, maré e foz
Para que tudo tenha o teu sabor a paixão
Para que nesse abraço eterno à inquietação
Saibas que o silêncio é liberdade em nós!
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10 de fevereiro de 2012
8 de janeiro de 2012
m0rReRtAnTo
Sentada no cais da tua viagem, ficas a olhar
Calas o sofrimento e sussurras mais uma lágrima tua
Sangras o passado por entre cada barco a passar
E nessa hora desejas-te livre, embriagada e nua
Gritas o seu nome no alto da tua cidade
Mas nunca gastas o destino de tanto amar assim
No toque do bailarino corres pelos tons da tua idade
Encontras outra solidão, de novo, perto do fim
Não vale a pena morrer tanto, dizem-te ao ouvido
A vida é feita de ti e das migalhas que cada sorriso tem
Chega! Entra no porão desse navio vadio e perdido
E no embalo desse nada que fica, encontra um tudo que vem!
16 de setembro de 2011
SeR-tE
Vamos cantar um abraço Guardado para sempre na nossa mão E juntando pedaço a pedaço Dessa saudade irmão O mar irá abrir-se como sempre em nós E os rios doidos, numa dança perto da foz, Como um manto de nos cobrir Esse canto abraço ainda por vir...
Vamos abraçar uma cantiga Que trazemos no peito eternamente Na ternura que é a nossa mais antiga Forma de caminharmos para a frente O Bailarino, Valdemar ou Secreta Aguarela De novo pintados nesta nossa tela Onde tudo tenho, tudo posso Neste canto abraço sempre nosso!
12 de setembro de 2011
c0nTa-Me!
Conta-me do sonho
Conta-me da ilusão
Não me contes da realidade
Da realidade, não!
Conta-me tu agora e sempre
Conta-me sem nunca (me) hesitar
Não percas o tempo nas palavras ditas
Pela ilusão que ainda te faz sonhar!
Conta-me da ilusão
Não me contes da realidade
Da realidade, não!
Sei do tempo que me escapa
Em cada silêncio medonho
Por isso me inquieto em cada etapa
Conta-me do sonho...
Sei da morte e da vida que escorre
No poder da minha respiração
Por isso me entrego e nada me socorre
Conta-me da ilusão...
Sei da pele que os caminhos cantam
Nos labirintos da noite na cidade
Por isso há ventos que ainda me espantam
Não me contes da realidade...
Sei que um dia serei feliz
Sei mesmo, sem hesitação!
Por isso vivo na busca do que sempre quis
Da realidade, não!
Conta-me tu agora e sempre
Conta-me sem nunca (me) hesitar
Não percas o tempo nas palavras ditas
Pela ilusão que ainda te faz sonhar!
8 de setembro de 2011
oNdEm0rAaEtRnIdAdE?
Onde mora a eternidade?
No peito dos poetas...
Na alma dos amantes...
Na calçada mais sensata da cidade?
Onde mora a eternidade?
Na agenda do sol...
No volante urgente...
Na memória de cada idade?
Onde mora a eternidade?
Nos gritos soltos...
Nas canções...
No desejo forte, na vontade?
Onde mora a eternidade?
Na fascina de olhos fechados...
No labor de um orçamento...
No peso louco da realidade?
Onde mora a eternidade?
No amor que se faz...
Nos leitos carregados...
No abraço de cá da felicidade?
Onde mora a eternidade?
No que faço...
No que penso...
No que quero...
No que sinto...
No que encontro...
No que procuro...
No que perco...
No que conquisto...
No que cuido...
No que invento...
No que passa...
No que fica...
No que existe...
(mesmo que triste)
No que os meus lábios derretem para construir paredes e castelos por entre os canteiros que surgem mesmo que por vezes não se tenha a devida atenção de perceber que para além, muito para além de cada segundo da identidade mora toda a minha eternidade!
25 de agosto de 2011
cHoRaMaIsUmRi0
22 de agosto de 2011
dEuMsÓtRaGo
O meu peito respira saudade e inquietação
Trago de um só trago o sabor que corre no horizonte
Feito de pele, de ternura e de uma eterna paixão
.
Levo, poeta, a minha alma que nasce como uma fonte
A cada silêncio, cada permanente respiração
Trago de um só trago o meu abraço que corre no horizonte
Feito de todos os minutos em que me faço poema e canção
.
Volto, regressando ao rio, como margem, como ponte
Que se inventa jardim, leito e vento forte coração
Trago de um só trago o calor imenso que corre no horizonte
Feito de gritos, fomes, dores e ondas que vêm e vão
Trago de um só trago o sabor que corre no horizonte
Feito de pele, de ternura e de uma eterna paixão
.
Levo, poeta, a minha alma que nasce como uma fonte
A cada silêncio, cada permanente respiração
Trago de um só trago o meu abraço que corre no horizonte
Feito de todos os minutos em que me faço poema e canção
.
Volto, regressando ao rio, como margem, como ponte
Que se inventa jardim, leito e vento forte coração
Trago de um só trago o calor imenso que corre no horizonte
Feito de gritos, fomes, dores e ondas que vêm e vão
27 de julho de 2011
aCuRvAdAeStRaDa
Na curva da estrada Há um leito vazio Um sonho cheio de tudo e de nada Um amparo, solidão, arrepio Murros na mesa e tudo o mais A curva da estrada feita cais De partida? De vida? De despedida? De lágrima contida? Quem sabe um silêncio sôfrego onde cego E dos meus olhos o desassossego E da minha pele as lembranças Ondas de esperanças No areal da inquietação... Pobre coração Em fome desvairada Que procuras a curva da tua estrada!
26 de julho de 2011
sAbEd0rIa
Que dos passos se abriram sorrisos
Novos caminhos e flores
Encontros e amores
Lágrimas, fomes... temores
Carregados de tempos imprecisos
Existe um jardim em todas as mágoas
Canções que resiram eternidade
Cheiros e histórias sem idade
Fontes de um leito na cidade
Que me afoga e lava nas suas águas
Que dos passos feitos gritos ou aflição
Em silêncios ou ternuras
Nas esquinas mais seguras
Ou nas terríveis amarguras
Se abra sempre o mar do meu coração!
21 de julho de 2011
LiBeRdAdE
Nada se desenha no colorido da vida
Nem o sossego das árvores
Nem o sorriso das estrelas
O colorido da vida é hoje um vazio
Preso entre margens, como um rio...
Nada se ouve no silêncio das flores
Talvez os gritos da inquietação
Talvez as marés da saudade
O silêncio das flores é um enorme mar
Preso pelas ondas que nunca têm hora de voltar...
Nada me completa nas horas da noite
Nem o vagabundo que chora
Nem a palavra imprevista
As horas da noite são um farol sempre aceso
Nos delicadíssimos fios com que me sinto preso...
Nada se tem, se tudo se quer ter
Talvez só a morte.
Sim, a morte é certa.
E um dia, ao acordar, olho para trás
E vejo o tempo que passou
Cada cheiro que ficou
Os escombros da minha cidade...
Desesperadamente à procura de liberdade!
Nem o sossego das árvores
Nem o sorriso das estrelas
O colorido da vida é hoje um vazio
Preso entre margens, como um rio...
Nada se ouve no silêncio das flores
Talvez os gritos da inquietação
Talvez as marés da saudade
O silêncio das flores é um enorme mar
Preso pelas ondas que nunca têm hora de voltar...
Nada me completa nas horas da noite
Nem o vagabundo que chora
Nem a palavra imprevista
As horas da noite são um farol sempre aceso
Nos delicadíssimos fios com que me sinto preso...
Nada se tem, se tudo se quer ter
Talvez só a morte.
Sim, a morte é certa.
E um dia, ao acordar, olho para trás
E vejo o tempo que passou
Cada cheiro que ficou
Os escombros da minha cidade...
Desesperadamente à procura de liberdade!
13 de julho de 2011
p0rQuEoVeNt0
Porque o vento me atormenta e inquieta
As ondas do mar se revoltam loucas e vadias
A minha alma, amante e poeta
Vai pintando os minutos que passam nos meus dias
Porque o tempo se fez cruel e forte
Sem a hora marcada de chegar ou partir
A minha alma, tela de cores, amor e morte
Ainda vagueia perdida nesse ir-e-vir
São assim as marés que respiro ainda
Pelos areais da minha existência
A minha alma, sempre tudo, sempre finda
Continua a respirar a pele da sua essência!
As ondas do mar se revoltam loucas e vadias
A minha alma, amante e poeta
Vai pintando os minutos que passam nos meus dias
Porque o tempo se fez cruel e forte
Sem a hora marcada de chegar ou partir
A minha alma, tela de cores, amor e morte
Ainda vagueia perdida nesse ir-e-vir
São assim as marés que respiro ainda
Pelos areais da minha existência
A minha alma, sempre tudo, sempre finda
Continua a respirar a pele da sua essência!
7 de julho de 2011
oLhAr
23 de junho de 2011
CiDaDe
21 de maio de 2011
dEiXaS-tE-mE
Deixaste-me um grito pousado no leito
Uma canção mais, um nó
Por ti, desfaço outra vez meu leito
Para que a minha voz nunca adormeça só
Deixaste-me a saudade brilhando no olhar
Um corpo pesado, um rio
Aqui, sirvo-me sempre de mim como o mar
Nas tempestades de te sentir um arrepio
Deixaste-me este poema eternamente
O passado, numa pele que ainda me dança
E choro, como um trapo que cai à minha frente
Sabendo que um dia, talvez, o tempo se alcança
Uma canção mais, um nó
Por ti, desfaço outra vez meu leito
Para que a minha voz nunca adormeça só
Deixaste-me a saudade brilhando no olhar
Um corpo pesado, um rio
Aqui, sirvo-me sempre de mim como o mar
Nas tempestades de te sentir um arrepio
Deixaste-me este poema eternamente
O passado, numa pele que ainda me dança
E choro, como um trapo que cai à minha frente
Sabendo que um dia, talvez, o tempo se alcança
18 de maio de 2011
mArÉ
Um dia sonhei que morria nos teus braços. Nestes sonhos que vamos tecendo quando as noites nos assaltam sem querer. Sorrias-me no olho de rio. Cantavas-me um sopro de ternura. A tua mão conversava o tempo. O teu segredo era só meu. Porque assim o inventei nesse dia em que sonhei que morria nos teus braços. Para no raiar do sol correr no areal da minha existência, feliz, gritando o nome da VIDA!
9 de maio de 2011
g0sTaVa
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Gostava de viver num poema teu
Labirinto de ternura que brota vagabundo
Assim, talvez um dia tudo o que se prometeu
Nascesse num aroma da cor de ti, da cor do mundo
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Gostava de viver numa canção tua
Como um céu que tudo cobre sem parar
Assim, como um leito que se prepetua
As fontes pudessem romper e finalmente cantar
.
Gostava de ser um verso, uma nota que fosse
Aquela que é linda e fica eternamente
Por isso, meu anjo sorridente e doce
Fico na inquietação, entre o passado e o presente!
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15 de abril de 2011
n0
Nas tuas águas, um caminho para a foz.
Na tua corrente uma inquietação. Um beijo mais.
Na tua corrente é que te vais.
No teu reflexo a saudade. A pele ainda quente.
No teu reflexo, sempre ausente.
Na tua história o tempo. A certeza de um passo.
Na tua história, a cor de um abraço.
Na tua cor o mundo inteiro. As vozes que se fazem luta.
Na tua cor, o coração que se escuta.
Na tua margem o olhar. Flores que nascem para mim.
Na tua margem, que me abraça assim.
No teu leito o amor. Os segredos amantes do quarto.
No teu leito é que parto.
No teu silêncio os gritos. Molham-se os pés de mansinho.
No teu silêncio, mantos de carinho.
No teu nome a eternidade. E fico neste voo de mão dada.
No teu nome, a minha estrada!
1 de abril de 2011
oAbRaÇoDaMoRtE
__________________________________________
Por muito que as palavras me escorram
Que os rios reflitam pétalas em canteiro forte
Ficam sempre os silêncios e o tempo
No segundo exato em que se abraça mais uma morte
O sangue viaja entre a pele e as memórias
Os beijos, doces e tristes no vento que passa
Perto demais das paredes do meu castelo
Assim, no segundo exato em que mais uma morte se abraça
Seja eu vagabundo, poeta, amante ou vazio
Sei que hoje não há nada que me conforte
Eternizo-me até ti, no sussurro de uma canção
No segundo exato em que abraças mais uma morte
Sejas tu bailarina, leito, grito ou dor
Deixa-te quente nesse teu caminhar que me entrelaça
E cada nova maré inventada em noites de solidão
Aquecerá esse segundo exato em que mais uma morte se abraça
_________________________________________________
30 de março de 2011
APenaS
JamAis sentiremos a saudade neste jardim
Há uma temPestade feita de lágrimas a apodrecer os caminhos
Por isso, chegados mais uma vez ao fim
Encontram-se os pedaços de todos os carinhos
Que das noites ficam memórias e gritos
Que dos dias, abraços aflitoS
E dentro do meu peito,
Um sonho desfeito...
Jamais mancharei os meus dedos a cantar
As ilusões que se inventam como crianças
Porque o tempo é apenas mais um lugar
Onde morrem as nuvens e as esperanças
Que das noites nada mais sobra
Que dos dias, um lençol que se desdobra
E dentro da minha voz
Se desatam os nós...
Jamais o amor é uma janela escancarada
Entre as telas de sorrisos e inquietações
Nos poemas das ondas da madrugada
Nas marés que rompem todas as canções
Onde o silêncio é sempre tanto
Dor, explosão e manto
Que das noites eclodiu sem saber
Que dos dias se deixou ir e prender
E dentro, assim, demasiadamente
Me fica este calar eternamente...
Jamais outro tempo, outra falésia, outro passo
Serei estátua no vazio que agora invento:
Beijo seco, feito nó que desfaço
De encontro a mim, de encontro ao vento
Na ruína de uma tela sem cheiro
No sabor de um coração nunca inteiro
Que das noites, mentira e crueldade
Que dos dias, puro entornar da verdade
E dentro, outra vez
Procuro a ternura que me desfez...
Há uma temPestade feita de lágrimas a apodrecer os caminhos
Por isso, chegados mais uma vez ao fim
Encontram-se os pedaços de todos os carinhos
Que das noites ficam memórias e gritos
Que dos dias, abraços aflitoS
E dentro do meu peito,
Um sonho desfeito...
Jamais mancharei os meus dedos a cantar
As ilusões que se inventam como crianças
Porque o tempo é apenas mais um lugar
Onde morrem as nuvens e as esperanças
Que das noites nada mais sobra
Que dos dias, um lençol que se desdobra
E dentro da minha voz
Se desatam os nós...
Jamais o amor é uma janela escancarada
Entre as telas de sorrisos e inquietações
Nos poemas das ondas da madrugada
Nas marés que rompem todas as canções
Onde o silêncio é sempre tanto
Dor, explosão e manto
Que das noites eclodiu sem saber
Que dos dias se deixou ir e prender
E dentro, assim, demasiadamente
Me fica este calar eternamente...
Jamais outro tempo, outra falésia, outro passo
Serei estátua no vazio que agora invento:
Beijo seco, feito nó que desfaço
De encontro a mim, de encontro ao vento
Na ruína de uma tela sem cheiro
No sabor de um coração nunca inteiro
Que das noites, mentira e crueldade
Que dos dias, puro entornar da verdade
E dentro, outra vez
Procuro a ternura que me desfez...
29 de março de 2011
d0mEuRi0
Que do rio se fazem os passos sonhados
As saudades dos dias tristes
E o meu coração sangra aos bocados
Entre a solidão dos Homens e o brilho em que existes
.
Companheira de sorrisos abertos
Leva-me e lava-me na corrente
Que trago os sonhos inquietos
Que preciso adormecer no teu abrigo quente
.
O teu abraço, fogo forte que se dá!
O teu dançar, ternura a descobrir.
E fico-me entre o lá e o cá
Como quem guarda um jardim que só sabe florir
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oTeMp0
O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...
