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14 de agosto de 2014

sIg0

Sigo na estrada do rio
Que leva o vento,
Que traz a vida.
Meu peito é um arrepio
Pesado e sem alento
Que anuncia a despedida...

Sigo a viagem da ilusão
Às vezes perto demais,
Horizontes de ternura.
Meu canto é uma explosão
Onde nem sempre vais
Fonte de eterna procura...

Sigo cada pedaço das entranhas
Gritos vorazes dentro de mim,
Ao sabor de uma primavera.
Pinceladas e dores tamanhas
Aguarelas de tempero jasmim
Nos olhos de quem está, de quem espera...

Sigo...
                                                                                                         

3 de julho de 2014

d0cEfErNaNd0

Canta, doce Fernando,
A dança mais quente de ti
Arranca sorriso fora
Embalado pela aurora
A vida de estar aqui
Balançando...
Canta, doce Fernando.

Dança, corpo de Fernando,
E canta o sabor da terra
Abraça nesse olhar castanho
Os sabores do amor tamanho
Que em todos se encerra
Balançando...
Dança, doce Fernando.

30 de junho de 2014

oMeUc0rAçÃo

O meu coração é azul quando sorri, vermelho porque existe, branco de ser. O meu coração canta ao amanhecer. O meu coração tem um mar dentro, um rio nos olhos, o céu infinito. O meu coração também é grito. O meu coração sorri pela manhã, abraça nos segundos de ti, chora a saudade. O meu coração rompe a verdade. O meu coração é lindo! Apaixonado. Um eterno poema aberto na nossa casa. O meu coração não se atrasa. O meu coração cheira a nós, tem o sabor dos beijos, uma cor que nunca se perdeu. O meu coração é teu!

17 de fevereiro de 2014

v0o

Levo-te na viagem que um dia me trará de novo
Roubo um sopro ao vento e embalo
Serei a liberdade em mim, simplesmente.
Porque o meu corpo tem o peso do que tenho e não calo

Volto-me ao infinito, canção eterna e luz
Rente a um jardim ainda por construir
Serei a voz que me devolve os sonhos
Flor e cores entre o ficar, o ser e o partir


30 de janeiro de 2014

SóPoSs0sErSeSiM

Diz-me de um país que vive acorrentado
Que canta e chora um pouco por todo o lado
Que treme, mas também se sente abençoado
Por uma história divina
Assim como uma menina
Bailando uma dança.
Chama-se esperança.

Diz-me de um tempo cinzento e sem cor
Às vezes só, perdendo o seu amor
Outras forte na rua e sem pudor
Na luta da felicidade
No campo ou na cidade
E tudo se alcança!
Chama-se esperança.

Só posso ser se sim
Acordar dentro de mim
E querer abraçar-te
Ter as mãos para te dar
Abertas de tanto amar
Cada pedaço da nossa arte

Diz-me da pequena casa ou da grande solidão
Do trabalho feito pele, voz e revolução
Crescendo que me arde o coração
De sorrir, de tanto sorrir
Na teimosia de ficar e não fugir
Neste corpo que não se cansa.
Chama-se esperança.

Diz-me que queremos contar as flores outra vez
Ganhar o orgulho de tudo o que já se fez
Entre poetas, marinheiros, sempre português
Eu quero e estás comigo
Somos muitos e eu consigo
Nosso chão que se alcança!
Chama-se esperança.

Só posso ser se sim...

6 de janeiro de 2014

VaLe(S)

Vale o silêncio das flores...
ou as maiores dores
Valem os teus sonhos um a um...
 ou a preGuiça de não aceitar nenhum
Vale a alegria (n)do teu sorriso...
ou o secreto murmúrio preciso
Vale cada abraço como o minuto...
ou o leito já enxuto
Vale o canto dos suores e a saudade...
ou o nosso canto na cidade
Vale o espaço entre nós...
ou a permanência de estarmos sós
Vale a Distância, a pureza...
ou carregar o manto da certeza
Vale o embrulho da casa...
ou o meu corpo feito brasa
Vale o que fazemos e não fazemos...
ou mesmo tudo o que ainda não perdemos
Vale o passo cerTo e o feijão...
ou o brilho do nosso coração
Vale o ínFimo pormenor...
ou o olhar de nos sabermos de cor
Vale o cuidado e a ternura...
ou o toque que se beija em água pura
Vale o carrasco insuspeito...
ou o medo que me rói o peito
Vale o céu e o mar...
Todo o tempo de te amar!

23 de dezembro de 2013

c0r

Castanho teia de sonhos ao vento
Azul eu no toque da ternura
Sou fome que perdura
Fonte em água pura
Onde se inquieta o pensamento

Amarelo calor na minha pele deitado
Vermelho sangue de eterna paixão
Sou tanta vida em mais uma canção
Arrepio nos sorrisos do coração
Onde habita este corpo já cansado

Brilhante caminho pegada de amor
Verde ondulação nos teus cabelos luz
Sou ainda a voz que seduz
No útero fecundo que me conduz
Onde o mundo dança cada pedaço da sua cor!

17 de novembro de 2013

PoDeSeR

Pode ser um pedaço
Pode ser uma estrela
Uma estrada de aço
O aroma da flor mais bela

Pode ser uma cidade
Pode ser uma inquietação
O som eterno da saudade
O toque suave da tua mão

Pode ser um beijo
Pode ser raiva apenas
Mais do que sinto ou vejo
Versos que transbordam dos poemas

Pode ser a morte
Pode ser o amor
Qualquer dia tido em sorte
O ronco deixado ao meu redor

Pode não ser mais nada
Pode também ser tudo
Serei SEMPRE aberto à madrugada
Por entre o que tenho e o que acudo!

3 de outubro de 2013

tRiLh0sFoRtEsDeSeRt0sEnCaNtAd0s

Trilhos fortes, desertos encantados
Caminhos feitos dos amantes acordados
Imensidão em cada ternura
De ser e estar, em sede e candura

Trilhos fortes, desertos encantados
A voz que canta em danças e fados
Inquietação em cada ausência
De ser e estar, em fome de essência

Trilhos fortes, desertos encantados
Viagem eterna sem gritos calados
Solidão que da vida se faz
De ser e estar, na guerra e na paz



Trilhos fortes, desertos cansados...

25 de julho de 2013

dEs0rAs

Que caiam os ardores do mundo!
Que soam as batidas do sofrimento!
Se nos passos deste amor profundo
Tudo é ânsia e pensamento...

Que se cantem os hinos do mar!
Que se raivam as salivas do leito!
Se nas palavras de cada esperar
Tudo é demasiadamente (im)perfeito...

Que morram os eternos amantes!
Que se calem os silêncios demais!
Se nos cantos mais dançantes
Tudo são insossegos gastos e triviais...

Que me consuma cada pedaço de flor!
Que os escombros se levantem em mim!
Se nos sonhos que me deste, amor
Tudo são aromas de inventar um jardim...

22 de julho de 2013

pUnHo

Certo é a morte. Que a vida incerta corre.
Do tempo, o nu espelho do medo
Da asfixia, o ar que nos morre
Neste acordar demasiadamente cedo...

Doce é o amor. Que o corpo chora e reclama.
Pedaço da respiração, embalo da sorte?
Gigante hino de tudo o que é e ama
Mais uma vez fraco, na sua sedução forte...

Ausência, o perfume da maré em mim
Ora marginal na casa, ora poema de silêncio envelhecido
Flor de cada moribundo no seu jardim
Semeando os retalhos do que está perdido...

17 de julho de 2013

eXiStIr

Que as sombras da casa sejam as pinturas!
Que cada janela um sorriso!
Existe uma saudade nas lembranças tuas
Existes tu em tudo o que preciso.

Que as plantas floresçam belas e coloridas!
Que as vozes ecoem nos abraços de estar!
Existes tu e eu nas nossas vidas
Existe uma saudade pousada no nosso olhar.

Que o tempo se faça deste amor assim!
Que na casa já se canta de novo a liberdade!
Existe uma saudade nos momentos de mim
Existes tu, na minha eternidade.

15 de julho de 2013

ÉaMaR

Existe sempre um sopro de saudade. Faça sol, chuva ou vento. É a respiração da eternidade. No calor do nosso sustento. Existe sempre a voz dentro do peito. No areal, no verde, no baile da maré. É a alma do tempo refeito. Sempre que tudo acontece e é. Vale a memória da existência. No passo certo, na luta que também dança. Cantar de mão dada a essência. Abraçar a ternura da esperança. Existe tudo o que deixamos existir. Chora-se o pedaço de nós que nos faz chorar. E o mundo avança no seu longo sentir. E eu no meu inquieto amar.

9 de julho de 2013

eMfReNtE


Porque o poema é luz, sol e lua
Porque a vida somos nós, a cada passo
Faz dos teus caminhos a viagem tua
Deixa-te sorrir à tristeza e ao cansaço
Porque o mundo tem a nossa cor
Porque a estrada é mesmo para andar
Faz os teus olhos fonte de ternura e amor
Deixa-te ser mais uma onda no vai-e-vém do mar 


Fotografias da minha querida amiga Cláudia Correia, gentilmente cedidas para este texto. 

29 de junho de 2013

AbRe-SeAvIdAa0fUtUr0


Respira o amor nos meus olhos
Sorridentes no desenho do teu corpo
Plaina este abraço sobre o tempo
Canta esta saudade em tom mais maduro
E abre-se a vida ao futuro!

Caminho florido no leito amante
Sussurros de paixão e desejo bom
O céu, todo, manto da paixão de estar
A alma, porto de sonhos em reflexo puro
E abre-se a vida ao futuro!

Escrevo cada aroma deste suspiro
Cada fragilidade, rente a mim e a ti
A casa é este coração potente
Que em nós se faz, forte e seguro
E abre-se a vida ao futuro!

24 de maio de 2013

c0nTaS

Que do rio me faltam os versos
Que do silêncio os gritos
Pedaços de sonhos dispersos
Na corrente de cantos interditos

Que do mar me turva o braço
Que do tempo a inquietação
Vagabundo o meu terno cansaço
Penetrante o vácuo no coração

Que da miséria dançante de mim
Os vómitos ficam deste lado
Como se fosse possível chegar ao fim
Sem nunca ter começado...

4 de maio de 2013

nÃoSeReI

Não serei mais do que uma migalha no infinito
Uma espécie de canção, de grito
Carregada de um chamar aflito
Talvez atrás de um sorriso bonito
Que simplesmente se deixe ficar...

Não serei tamanha fome e desejo
Solto e preso em cada beijo
Mesmo quando não te vejo
Mesmo quando não te protejo
Coração que só sabe ser se amar...

Não serei caminho nem chegada
Pó que se fica em manto na estrada
Cobrindo esta fome pobre e cansada
De tanta inquietação fustigada
Pelo toque do sangue a jorrar...

Não serei poeta ou cantor
Só porque existe dor ou amor
Na minha pele cheia deste calor
Que me percorre ao teu sabor
Pedaço a pedaço, sem se calar...

9 de abril de 2013

SeI

Sei do mar e dos seus passos
Dos versos e cansaços
Sei do olhar que me pinta os dias
Por entre marés calmas e ventanias...

Sei da relva e dos cheiros bons
Das saudades e dos seus sons
Sei do corpo que me chama
Nos silêncios da dor de quem ainda ama...

Sei da nuvem e do rio corrente
Dos gritos nos cravos de toda a gente
Sei da mão que queima ao passar
Junto às histórias de cada acordar...

Sei de tanto e talvez não saiba nada
Inquietações e ternuras pela madrugada
Sei de mim na procura de ti
No tempo por inventar, de cada vez que te perdi... 

1 de abril de 2013

MáRi0

Abre-se o tempo e estás
Lembra-se a ousadia
No poema sempre se refaz
A noite beijando o dia
Embriaguez que vemCarregada de forte agonia
Solta em sangue que tem
Todo um peso que se anuncia


M
Á
R
I
O



Abre-se o olhar e vensSaudade tanta
No poema onde ainda tens
Esse corpo inquieto que canta
Vertigem do querer
Calor de fogo e manta
Eternidade no teu morrer
Que em mim vive e se levanta! 

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...