
28 de dezembro de 2006
PaSsAd0

VeRdAdE
E se tudo fosse dito verdadeiramente?
Se as barreiras fossem somente os rios e os tempos?
Se as palavras não mentissem e não se enganassem?
Se tudo fosse ser?
De que serviria então a poesia?
fElIzMeNtE
Felizmente a corrente sem dono.
Felizmente o Inverno e o vazio.
Felizmente a fome do abandono.
Felizmente a palavra solidão.
Felizmente a imagem do nada.
Felizmente ou talvez não.
Felizmente o pó da estrada.
Felizmente o sol que aquece.
Felizmente existimos assim.
Felizmente o mundo estremece.
Felizmente sentimos o fim.
Felizmente talvez a norte.
Felizmente talvez infinito.
Felizmente sem mar nem sorte.
Felizmente o grito aflito.
Felizmente tudo vai e tudo vem.
Felizmente os rios, os mares por aí.
Felizmente estás sempre tu, mãe.
Felizmente eu choro por ti.
Felizmente a dor de tanto te ter.
Felizmente o vazio de tamanha espera.
Felizmente a luz deste amanhecer.
De quem volta sempre com a Primavera.
Um beijo, felizmente.
27 de dezembro de 2006
BeIj0
Porque eterno é o futuro do antes
Porque eterna é a fogueira que há em mim
Porque eterno é isto: não ter fim.
Se o meu beijo pudesse entrar na tua cama amanhã seria nunca...
26 de dezembro de 2006
iR

PeRdEr-Te...
De tanto silêncio cruel
Perdi-te de tanto te escrever
Sabor de trigo, vento e mel
Perdi-me de tanto te querer
De tanta cor vertigem poesia
Perdi-te de tanto amanhecer
Em qualquer noite em qualquer dia

Perdi-me de tanto não ver
De tanto cansaço em suor de mar
Perdi-te de tão bom te perder
Para de novo te ter ao te encontrar
25 de dezembro de 2006
PoEtAs

24 de dezembro de 2006
F N E A L T I A Z L
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Porque nesta época as palavras ganham mais peso e cor, às vezes preferia ouvir o silêncio. Deixar que os ecos de amor e paz me acordem dos pesadelos e sonhos todos do mundo. Para depois abrir os olhos devagarinho.
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Para depois te pedir de novo: não percas as tuas palavras. Porque elas são de todos os dias todos as noites todos os natais e mudanças e dores e mares e a infinita poesia que brota de nós.
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Feliz quadra. Quentinha e aconchegante.
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oTeMp0
O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...

