Dentro de mim procuro a essência de andar cá fora... Sei que sou. Sei que existo. Não há fuga possível. Talvez palavras a mais. Mas a inquietação da busca é uma respiração de madrugada, daquelas que duram um dia inteiro. Sei que sou. E que respiro. Não penso muito nisto. Talvez. Para tudo continuar a fluir, corrente de rio, que desaguará, concerteza, na foz.
6 de janeiro de 2007
FoGuEiRaEvInHoTiNt0
Amanhã sei que vou acordar. Sei que frequentemente ando de olhos abertos, vendo as pessoas reais que por vezes me surgiram nos sonhos com outras cores... E pergunto-me "Olha! Aquela foi com quem estive a conversar a noite toda, à volta de uma fogueira e de um vinho tinto..." Mas a seguir o dia inunda-me de si e tudo é magia em direcção à noite. E depois volta a noite. Voltam as palavras da noite. Os cheiros da noite. Mas nunca tocou o meu telefone: "Queres vir conversar a noite toda, à volta de uma fogueira e de um vinho tinto?"Talvez por isso ainda durma descansado. Ou não.
5 de janeiro de 2007
aPeTeCiA-mE
Roubaste-me de mim ou fui eu que me prendi?

Cada palavra sugada na corrente do desejo...
Cada perfume ou onda ancorando mais um beijo...
Cada poema solto sem norte ou pousio...
Cada xaile tricotado no coração mais frio...
Cada fuga, ausência de tudo querer...
Cada retorno, antevisão do adormecer...
Se não fosse isso, ia-me.
Mas não é.
Apetecia-me...
4 de janeiro de 2007
UrGe-mE

Urge-me daqui a memória do amor
Grita-me os ecos dos tempos de liberdadeSalva-me nas palavras dos poemas de tudo ser dor
Perdoa-me a ousadia de te repetir, só por vaidade...
Repete-te infinitamente no meu peito
Aninha-te para sempre feto em mim
Beija-me a alma, mata-me a direito
para nascer, de novo, enfim...
Larga-me a tormenta, ó cruel paixão
Adormece-me em ti, perdido e fervente
Urge-me, urge-me este coração
Que não pára de ser eternamente!
rEfLeXo
Porque é que tudo me parece reflexo?
Mesmo os passos desviados ou os mais doces?
Mesmo as noites mais distantes,
as portas,
as janelas,
as palavras?
Será mentira, ilusão?
Morte?
Parto?
Porque é que nos escondemos e nos mascaramos de novo?
Mesmo os mais ousados dias ou as loucuras?
Mesmo o turbilhão da fogueira de sentir(-te) a cada minuto,
rio luzidio que corres não sei para onde...
simplesmente corres.
E eu não te apanho?
Apanho?
Apanhei-te?
Será foz o destino?
Seja.
Existimos.
2 de janeiro de 2007
SuBiDa

Repetir-te-ia mil vezes por aí. Dentro de nós.
Em cada estrada de poema.
Em cada rio a fugir da foz.
A cada dilema.
Em cada estrada de poema.
Em cada rio a fugir da foz.
A cada dilema.
Repetir-te-ia eternamente.
Em cada fogueira acesa.
Em cada ausência quente
A cada incerteza.
Repetir-te-ia, mesmo obrigado.
Nos gestos banais.
No beijo sufocado
De quem me pede: não me ames mais.
Nos gestos banais.
No beijo sufocado
De quem me pede: não me ames mais.
* * * * * *
Repetir-te-ia!
15 mInUt0s, obviamente...
Por 15 minutos não te tive. Mas é assim que se vive...
(nao me tiveste)
(nao por 15 min)
Por 15 minutos somente. Horas a fio em toda a gente...
Onde se reflectem as paixões de nada ser...
(sou muito, so nao sou tua)
Por 15 minutos também se pode morrer...
(nem tu meu)
(e morre-se em menos)
(numa inspiração)
Por 15 minutos que nunca se chegarão a ver!
(nao me tiveste)
(nao por 15 min)
Por 15 minutos somente. Horas a fio em toda a gente...
Onde se reflectem as paixões de nada ser...
(sou muito, so nao sou tua)
Por 15 minutos também se pode morrer...
(nem tu meu)
(e morre-se em menos)
(numa inspiração)
Por 15 minutos que nunca se chegarão a ver!
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O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...



