Perdeu-se o rumo do tempo quando as mãos pararam.
O corpo caiu sobre os restos moribundos das linhas.
Os olhos pousaram no tecido da morte. Que afinal a vida leva.
Como o vento.
Como o vento.
Porque é talvez no silêncio que as paisagens se tornam maiores. Porque é talvez no silêncio das paisagens que os amantes se encontram. Porque é talvez é talvez no silêncio das paisagens dos amantes que os poetas se procuram. Porque é talvez no silêncio das paisagens dos amantes e poetas que o mundo se refaz. Porque é talvez no silêncio das paisagens dos amantes e dos poetas do mundo que nos vamos adormecendo... para de novo ouvir o silêncio. O silêncio das paisagens...
Vale a corrida. Vale a procura. Vale o suor das caminhadas. Vale o sorriso de quem luta. Vale o amor. Valem as palavras que nos unem (e as outras?). Vale a saudade. Vale a cor. Vale o ar, o mar, o céu e o sol que nos sorri ou talvez nem por isso. Vales tu e valho eu.
Silêncios… as procissões de mimO tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...