8 de fevereiro de 2007

PaRt0


Posso afogar-me nas lágrimas que desaguam em mim, que inundam a foz da minha alma, que secam a fonte da secreta nascente onde o amor se refaz todos os dias e se suicida só porque existe?

Posso afogar-me e voltar a banhar-me em sossegos ou serei sempre náufrago desta viagem sem destino onde nem a morte será descanso?

Posso beijar-te e adormecer, talvez feliz?

Fica Para sempre comigo...

7 de fevereiro de 2007

pAzDeTi


Longe. Longe caminhei por entre o verde Inverno dos silêncios molhados. Procurei-te. Por entre os bancos de espera e meditação. Nada. Longe. Longe me perdi por tão longe andar e por tão longe me deixar ir. Procurei-te. Sem perdão. Sem rotina. Sem destino. Apenas por te procurar. Longe. Por ser longe e por seres tu.


6 de fevereiro de 2007

aToDoS

De longe, secretamente, te vejo
Te sinto nas palavras de aromas em flor
Navego pelas ondas do teu desejo
Como se fosse para mim todo esse calor.
.
Perco-me, vagabundo, pela noite fora
À procura de nunca chegar
Porque de cada vez que um sonho se vai embora
Tenho de fazer outro começar.
.
Por isso, timidamente, me vou plantando por aqui
Sem saber se fico ou se regresso
Sem saber se alguma vez te descobri
Sem saber se serei prosa, se ficarei verso.

5 de fevereiro de 2007

PrIsÃo

Quando pára de chover no teu peito?
Nesse olhar que todos os dias nos chama,
Nesse silêncio que corta sempre a direito
A dor de quem se quis só porque se ama?



Quando pára de chover no teu abrigo?
Nesse calor desfeito à memória,
Nesse palpitar entre o prémio e o castigo
de tudo ser a tua única história?

f0rÇa


Pudesse eu ter cor seria vermelho

Pudesse eu ser flor seria espelho

Pudesse eu ser dor seria cinzeiro

Pudesse eu ser andor seria inteiro

Pudesse eu ser calor seria o sol

Pudesse eu ser amor seria lençol

Pudesse em ser tambor seria poeta

Pudesse eu ser turpor seria linha recta

.

.

.
Pudesse eu não ser nada, bastava-me um olhar de madrugada: uma janela aberta à estrada!

2 de fevereiro de 2007

dEsEnCoNtRo

O teu olhar basta-me. É o teu sorriso.
"E quando aponto para a Lua não te vejo a meu lado e ela apaga-se..."

Porque lês nos meus olhos o contrário do que te digo?
v
e
j
o
-
t
e
c
á
d
e
c
i
m
a
.
.
.
Chora só se for para me chamar...

SeMm0rDaÇa

Vale a pena deixar as palavras correr. Como os rios. Mesmo nos silêncios que nos dizem.

c0nViTe






A manhã nascia devagar, como devagar também era a maré a bater nas rochas. Devagar. Num bater de beijo. Molhado. A manhã nascia vagarosamente entre o laranja e o vermelho, numa dança de paz com o azul e o verde escuro. Ali. No cruzamente dos lábios. Para ficar.

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...