13 de junho de 2007

oMeUn0mE

Por onde anda o meu nome?

Perdido na corrente de algum trilho?

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Encostado a uma sombra secreta?

No reflexo do teu gatilho?
O meu nome existe. À solta de mim?
Na busca de um segredo ou desejo?
Perto de mais, longe também
Onde cada um se esquiva do seu beijo...
Farejo-te, nome meu, por aí?
Sigo-te, claro, sem pedir licença ou perdão.
Porque tu, ó nome que afinal sou eu
Possuis-me para os outros e para mim não!

11 de junho de 2007

EuSoUaSsImSoUeU

Não me roubem esta tristeza!
Não quero ficar sem um pedaço de mim.
Que seria da insegurança sem a certeza
Do princípio sem o fim?
Não me roubem. Não me esqueçam. Abraçem-me!
Que no calor de cada mão
Brotará uma nova flor
Para me aquecer este cansado coração...
Eu quero desta maneira.
As lágrimas... as palavras... as ternuras
Como também te quero a ti
Nesta tua magia de águas puras.
Como também acredito nas lágrimas
Que dão de beber às margens futuras.
Como também aceito as palavras
Que me rompem de jornadas inseguras

10 de junho de 2007

PoNt0sSoLt0s



Pelo rio o espelho se fazPela corrente tu aconteceCada guerra semeia de novo a pazDe tudo o que é amor e nunca se esquecePelo vento, forte trilho das paixõesNem a morte teve tanta procuraPorque somos nós, pontos fúteis nas multidõesQue em palavras muitas lhe vai dando a curaPelo sangue da lágrima caídaPela retina da memóriaSempre entrando pela porta da saídaPara irmos quem sabe além da nossa históriaPelo desejo de tanto serEstar aí, aqui, alémPela vontade de que ao morrerPossamos renascer também

8 de junho de 2007

p0eTa

Apetece perguntar de novo: Onde está o poeta? Talvez na praia à espera que uma onda lhe traga uma palavra em cor de verso... Talvez à beira-rio no reflexo das águas que lhe devolvem o olhar e lhe recebem as lágrimas... Talvez no monte, perto das estrelas e de todos os aromas que um dia alguém plantou... Talvez...
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O poeta é um esperador. Fingidor? Quem sabe. Esperador, seguramente. Porque quem assim espera sabe que não passa um segundo sem que o seu pensamento não voe em direcção a mais uma ternura!

6 de junho de 2007

NaMiNhAfReNtE

Na minha frente. Ali. De sorriso em punho.
Por momentos desejei mergulhar-me. Em demasia.
Fico-me pelas palavras à solta. Em rascunho.
Para talvez derramar-te no meu olhar que não se desvia.


Na minha frente. Hoje. Quem sabe amanhã talvez.
Límpida. De água fresca de rio transparente.
Fico-me pelas palavras. Que correm. Outra vez.
De ti só ganho. Mesmo quando só te tenho à minha frente!

5 de junho de 2007

ReLeVo

Cada pedra é (será?) uma sombra a mais...

UmDiA

Será que ficamos alguma vez sem nada no peito?
O que é um peito vazio, ainda por cima num colo de ternura?

Um dia saberemos encontrar todos os embalos de nos arranhar no peito as correntes da nossa memória em direcção aos olhares mais atentos. Um dia encontraremos nas palavras o que falta?

4 de junho de 2007

vAi!

Parei. Olhei para cima. A escada imponente era a porta daquele momento. Hesitantemente deixei-me a contemplá-la pensando no que será se a subisse ou no que seria se lhe virasse as costas. O silêncio também não me ajudou. A escada mantinha-se fria e inerte. Apenas à espera que uma fracção de milésimo de segundo decida uma vida inteira!

1 de junho de 2007

nÃoTeNh0

Hojeédiadacriançaenãotenhoimagens.Talveznemtenhaatépalavras.Nãoporserodiadacriança.Ésóporserhoje.Estoucheiodecoisasquenãotenho,hoje.Nãotenhotempoparasaltarnapraia.Nãotenhopaciênciaparameirritar.Nãotenhovontadedemeirritarmastambémnãotenhofeitioparaengolirsapos.Nãotenhodescansadonemtenhodescanso.Hoje.Nãotenhoacertezasequerdeamanhãteralgumacoisa.Nãotenhocoresnemcantigasnempoemasnempalavrasnemimagensnemsequervazios...Nãotenhonada.Eissodenãoternadaéestarcheiodetudo!

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...