6 de fevereiro de 2013

oNdA


O que fica depois da onda?
A chegada? Uma nova viagem?
Apenas memórias perdidas?
Ou a descoberta?
O que fica, se tudo o que vejo tem a forma incerta…?

3 de fevereiro de 2013

CoLo

Adormeci junto ao sol quente
O dia corria-me no corpo e no coração
Sei-me embalo de um tempo presente
No abraço da ternura em cada mão

Delicio-me assim, vida fora
Como quem renasce forte a cada dia
Por entre o sossego que fica e se demora
Anunciando mais um momento de magia!

30 de janeiro de 2013

pAsSo

Caminhando solto pela praia, o olhar fixo no tapete liso do areal. Cada passo delicadamente enjeitado é um poema numa tela de luz. As ondas embalam-se numa ternura feita abraço permanente. E cada palavra torna-se gota no reflexo do mundo!

28 de janeiro de 2013

LoNgE

Longe o toque da calmaria
O rebento abraço de um acordar
Leva-me uma corrente em agonia
Para que me perca no fundo de mim, junto ao mar

Talvez não regresse assim na luz
Ou na tempestade que me caiu em sorte
Vou, longe, chorar perto da cruz
O sabor solitário da vida na morte


23 de janeiro de 2013

ArDeR

Nasce o sol no abraço da folhagem
Que me penetra no sossego do dia
Mais que um sonho, uma viagem
Chego-me a ti, e tudo se anuncia
Os sorrisos aconchegados no leito
Nasce o sol e arde-me o amor no peito!

Sei da luz que na casa entra e não se cala
A voz da ternura em poemas de amor
Salto na praia, perto da onda que resvala
Que pinta a rocha de uma só cor
Aquela que tem aroma que brota em paixão
Sei da luz e arde-me o amor no coração!

Sei do quente que a minha pele chama
Um jardim aberto ao mar desta vida
Que se aperta em cada voz que me reclama
Que chora em cada dor de despedida
Volto-me em nós de agarrar todo este céu
Sei do quente e ardo-me eu!


18 de janeiro de 2013

cArTa

Não fui eu que um dia te cantei
Numa voz rouca perto de ti
Talvez o poema que ainda não sei
No génio doce e forte de Ary

Não foram as mágoas, as lutas do tempo assim
Carregando a avenida do que tive e senti
Um povo na rua gritando dentro de mim
O génio doce e forte de Ary

Não são os silêncios que me matam mais
Do que tudo o que espero de ti
Mesmo quando calada me dizes onde vais
Pelo génio doce e forte de Ary!

16 de janeiro de 2013

n0aZuLqUeAsEsTrElAsCaNtAm

Leva-me no manto do teu sorrir
Até encontrar esse abraço de novo em mim
Quero ficar de novo, sem mais ter de partir
Fazer de cada flor, o perfume de um jardim

Guarda-me o sangue do sonho pintado no areal
Até me aconchegar perto da saudade imensa
Quero entrar em ti, canto da viagem imortal
O amor deitado na rocha molhada à nossa presença

Volta-me no sossego desta sabedoria
Até tudo ser um toque na beleza dos silêncios do mar
Quero sentir este céu nos gritos da ventania
Sempre que nos damos o prazer deste nosso sussurrar

15 de janeiro de 2013

DeVaNeIoSoLt0

Na vela do navio que se perdeu
No mar espelho de sonhos tantos
Encontro os silêncios do que nunca me aconteceu
Fortes tempestades, aromas e encantos
 
Faz-se a viagem louca no tempo perdido
Fantasmas à solta num corpo que não é meu
Cada pedaço dos gritos um caos esquecido
Na vela do navio que se perdeu...
 
Não se canta o punho que se ergue na luta
Fechado que está entre saudades e mantos
A maré perpetua-se numa onda astuta
No mar espelho de sonhos tantos
 
Volta-se uma pequena morte de nada
Vozes que se levantam num abraço que se deu
E ns versos duma mansão sem jardim ou fachada
Encontro os silêncios do que nunca aconteceu
 
Rasgam-se os sorrisos e os trilhos regressam a nós
Que das viagens há sempre demasiados prantos
Os rios, devaneios cansados à procura da foz
Fortes tempestades, aromas e encantos

2 de janeiro de 2013

oMeUaMoR

No abraço sobre o mar
Na saudade plantada na terra do olhar
Nos beijos dados ao acordar
Nas mãos que se procuram para se dar...
O meu amor é um brilho que brilha em mim!

Nos passos de dança em todo o céu cantado
Nas ternuras do toque abençoado
No sussurro do regaço forte e apertado
No tempo que inventamos por todo o lado...
O meu amor é uma flor maior que um jardim!

Nas telas caiadas que um dia te pintei
Nos aromas da pele que sempre guardei
Na saudade com que te tenho e procurei
Em tudo o que existe porque sou rei!
O meu amor é o poema colorido das alegrias!

No vento, na falésia, no passado e no presente
No desejo, na fome, no caminho quente
Nas vertigens, no medo que também se sente
Na vontade que tudo seja eternamente...
O meu amor é lindo e por isso renasço todos os dias!

31 de dezembro de 2012

2013

Há um tempo dentro de nós
Que construímos no beijo mais doce
Que gritamos ao sabor dos ventos
Que deixamos viajar nas marés...
Há um tempo dentro de nós
Que me faz viver no que és!

Há um enorme sorriso nos sonhos
Dos que nos anunciam o dia junto ao verde
Dos que se abraçam ao acordar
Dos que se choram na emoção e na raiz...
Há um enorme sorriso nos sonhos
Que me faz viver e ser feliz!

Há um toque de magia no mundo
Perto de nós, partilhado no chão e nas árvores
Perto da luta de querer agarrar o futuro porque é (as)sim!
Perto da inquietação de saber a força do mar
Há um toque de magia no mundo
Que me faz viver e assim querer continuar!

26 de dezembro de 2012

ApReNdIzDeSiLêNcIoS

Ensinas-me o silêncio e eu não sei
Deixo o tempo a esvaziar...
Onde está o sorriso que te dei?
Guardado, a chorar...

Reforço-me no que não sou
Este calo que se cala assim...
Parece que tudo parou
Numa chaga que não se fecha em mim!

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...