19 de junho de 2013

FeLiCiDaDe

Lembram-me os teus pés à beira das ondas. As lágrimas de emoção e o tempo a fazer-se magia. Na respiração da minha pele. No sorriso que se fez sol.

17 de junho de 2013

oLh0s

Cada viagem, perto de mim, dentro de mim. Existo no percurso exato dos meus sonhos e medos. Das inquietas paisagens em mantos de ternura. Nada quero com a raiva. Os meus olhos são da forma do meu coração.

16 de junho de 2013

SoBe0cÉuNoMeUpEiTo

Sobe o céu no meu peito
No embalo de um grito de amor
E o sol sorri à passagem dos amantes
Cantando melodias em tom de flor

Nasce um jardim colorido
De cheiros de pele dançando no leito
Tudo somos neste momento que para
Quando o céu sobe no meu peito!

8 de junho de 2013

FaLtA(s)-Me

Falta-me o poema, o canteiro e o fundo do caminho
Falta-me a voz, o silêncio e o vizinho
Talvez um anúncio de solidão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

Falta-me a cor, a janela e o sangue do mar
Falta-me o teu abraço, a tua voz, que só tu sabes dar
Talvez um toque de espera na escuridão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

Falta-me aquela palavra, rima e cachaça
Falta-me o sorriso forte, a bailarina e o vagabundo que passa
Talvez um tempo na sua imensidão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

Falta-me o riso, o punho e a merenda
Falta-me a pintura, a viola e até a agenda
Talvez apenas um soluço na rouquidão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

4 de junho de 2013

eNc0nTr0

"Abraça-me...", pediu-lhe o vagabundo, meio a medo, meio embriagado ainda da solidão que se fazia sentir. "Vem!", sorriu-lhe a bailarina, no seu olhar fresco e brilhante de um sorriso de vida. Então o pobre vagabundo (todos os vagabundos são pobres...), afastou as suas roupas deitadas no chão, deixou cair mais uma lágrima sobre o chão fresco e caminhou em direção ao infinito.

2 de junho de 2013

dEs0rIz0nTe

Nesta luz que respiramos junto ao mar
Silêncios e distâncias nos meus passos
E as ondas, chorosas, gritam ao desaguar
Uma dor amarrada aos meus cansaços...

Vagueiam intranquilas no seu pesar
De pele já seca de tantos abraços
E o sangue que corre sem parar
Desfaz-se em fumo e pedaços...

A vida, assim no seu caminhar
Sem a ternura dos espaços
Não vale o seu lugar.
Não merece os seus regaços...

24 de maio de 2013

c0nTaS

Que do rio me faltam os versos
Que do silêncio os gritos
Pedaços de sonhos dispersos
Na corrente de cantos interditos

Que do mar me turva o braço
Que do tempo a inquietação
Vagabundo o meu terno cansaço
Penetrante o vácuo no coração

Que da miséria dançante de mim
Os vómitos ficam deste lado
Como se fosse possível chegar ao fim
Sem nunca ter começado...

14 de maio de 2013

uMdIa

Fico atordoado no silêncio do vazio.
Um dia serei rio
E saberei correr.
O meu leito é um manto
Pedaço do canto
Onde me faço viver
E onde hei-de morrer.

4 de maio de 2013

nÃoSeReI

Não serei mais do que uma migalha no infinito
Uma espécie de canção, de grito
Carregada de um chamar aflito
Talvez atrás de um sorriso bonito
Que simplesmente se deixe ficar...

Não serei tamanha fome e desejo
Solto e preso em cada beijo
Mesmo quando não te vejo
Mesmo quando não te protejo
Coração que só sabe ser se amar...

Não serei caminho nem chegada
Pó que se fica em manto na estrada
Cobrindo esta fome pobre e cansada
De tanta inquietação fustigada
Pelo toque do sangue a jorrar...

Não serei poeta ou cantor
Só porque existe dor ou amor
Na minha pele cheia deste calor
Que me percorre ao teu sabor
Pedaço a pedaço, sem se calar...

26 de abril de 2013

LuTaRéSeR

Existe a morte.
Anunciada na ponta dos dedos
Que agarram o silêncio
E cegam os sonhos
Onde os sorrisos são a luz
De cada palavra que é semente.
Existe a morte...
Aparece de repente.

Existe a vida.
Cantada ao acordar
No punho que se levanta
No passo dado
De dentro da pele
Que é casa
E fica em nós como marca,
Uma bela tatuagem.
Existe a vida...
E essa é viagem!

23 de abril de 2013

PaLaVrA

Existe uma palavra cantada dentro de mim
Leva o azul do mar
A dança das ondas
A frescura da erva
O cheiro da terra
O sabor da pele do amor.
Existe uma palavra presa
Que livremente me embala
E me deixa no sorriso das memórias.
Uma palavra que se murmura nos silêncios
Um pequeno carreiro de me levar até ti
Por entre o que sinto e é verdade:
Saudade.

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...