4 de dezembro de 2013

ToDoS

Pode ser apenas um sopro,
Um sussurro
Ou até um grito.
Pode ser o teu cantar aflito
O sonho mais interdito
O poema maldito
O amor já dito...
Pode ser tudo assim a nu.
O que interessa é que és tu!

Pode ser uma ausência,
Uma saudade
Ou até solidão.
Pode ser o cheiro do coração
A ternura da tua mão
O calor nunca em vão...
Pode ser tudo assim a nu.
O que interessa é que és tu!

Pode ser uma revolta
Uma luta!
Ou a tela de um mundo decente.
Pode ser o sorriso entre a gente
A viagem mais quente
Um passo permanente...
Pode ser tudo assim a nu.
O que interessa é que és tu!

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Pode ser a Maria,
O Rogério,
O Zé Manel,
A Carol,
A Ana,
O Paulo,
O Fernando,
A Inês,
O Henrique, o Diogo, o Guilhas, o Francisco, o Afonso, o Aron e a Margarida,
A Isabel e o Zé Mário,
A Guilhermina,
O Vítor,
O João,
O Gonçalo,
A Maria do 7,
A Catarina,
A Xica,
A Ana,
A Clara,
A Bicas,
O Migas,
O Paulo e o Luís,
O Tó,
A Joana,
A Rita,
O Pedro,
A Laura,
...
O infinito de nós!



Foto retirada da net.

3 de dezembro de 2013

TuEeU

Aconchega-se o calor por entre os corpos da ternura
No leito de cada novo abraço
Existe em nós esta magia assim tão pura
Com que iluminamos o escuro e o cansaço

Fica-se a força desta entrega única e forte
Carregada de poder e vida
Nada trespassa este ser-nos em tão especial sorte
Em tão brilhante e melódica batida

Fonte de correntes
Almas presentes
Sentidos quentes
Há de tudo em nós, amor meu
Pontes de abrigo
Mão dada, encontro amigo
É assim que digo: ser meu e ser teu!

uMdIA...

Um dia irei ser erva. Pedaço a pedaço, o meu cheiro a terra molhada iluminará poemas. Os reflexos das memórias deixadas pousadas por entre os bichos, apenas tempo. Um dia irei ser erva. Talvez os pequenos jogadores de bola passem por mim e digam "Ei, men! Bora jogar aqui que é bué da fixe!". Serei o verde do mundo, largado nos imaginários e servirei de manto às centenárias pedras e árvores. Cantaremos todos juntos nas tardes de sol os arremessos com que a vida nos brindou para aqui chegar. No encalce doido de uma loucura assumidamente serena. Um dia irei ser mesmo esta erva. Eu sei. E tu, vento, continuarás a bailar comigo...

28 de novembro de 2013

SeMpReMaRiA

Sei-te tempestade, em cada novo desalento
Fogo que varre a memória à passagem
Cratera de uma outra ilha, uma outra viagem
Lágrima que te serve de nó e alimento

Sei-te corrente, em cada grito lançado
Sobre o areal da tua inquietação
Canto selvagem, cheiro do coração
Fonte de pranto vivo e já cansado

Sei-te voz, carregada de colo e carinho
Sangue de mim, de amor e calo
Vómito, tela ou mesmo abalo
Ritual de nós, que se dá de mansinho

Sei-te aqui, agora, sempre e agora
Na volta da volta e da revolta que volta
No poema-verso de arma que se solta
Que adormece, que fica e se demora

Sei-te, assim, Maria!




SempreMaria, 28 abril 2009

27 de novembro de 2013

oQuEeUtEnHoEmMiM

"Trago no peito um segredo dos mares por navegar..." 
Trago no peito o mar todo, dos segredos por revelar. 
Canto os silêncios abertos, perdidos, aconchegados. 
Canto o aconchego mais belo, dos tempos já passados. 
Trago no peito a virtude, da ternura que se dá quente. 
Trago no peito a ternura, e a virtude de ser gente!
Canto a voz do amor, sorrindo ao destino.
Canto o sorriso do povo, na coragem de ser menino.
Trago no peito a minha mãe, a saudade que ainda chora.
Trago no peito a saudade, minha mãe, que não foste embora.
Canto os pedaços do mundo, em mim feitos jardim.
Canto-me sempre e sempre, porque só sei amar assim!

26 de novembro de 2013

aBrAç0iRmÃo

Cabem em mim as histórias, Pequena Pantera?
Claro que sim. És o Pequeno Príncipe!
E isso é o quê?
É um pouco de tudo e um muito de nada.
Um muito de nada?!!!!
Pois... Como se fosses capaz de, por magia ou apenas amor, esvaziar as coisas e parir de novo.
Parir de novo?!!!!
Sim. Uma nova história. Um poema. Uma canção. Um abraço...
Os abraços nascem, Pequena Pantera?
Obviamente! Nascem em cada gesto que tens.
E também morrem?
Pudera... em cada gesto que não tens.
São bons, os abraços, não são?
Raio de pergunta, Pequena Pantera! Dá cá um abraço e vamos tomar um chá!

19 de novembro de 2013

SuRrEaL

Pandemónio, cachaça e esfregona
avental, disco rígido e chupeta
um  dia vou a Barcelona
montado num cão a tocar trombeta

Bebedeira, bons conselhos e um pedaço de giz
alguns pionaises e cabos a dar com um pau
se pudesse voar, ia até Paris
aloucar-me à beira-rio. Nada mau!

Arrastadeira, empadão de carne e um quadro triste
horas de silêncios, sorrisos e trabalho
quem me dera ir a um lugar que não existe
e mandar tudo pó...

17 de novembro de 2013

PoDeSeR

Pode ser um pedaço
Pode ser uma estrela
Uma estrada de aço
O aroma da flor mais bela

Pode ser uma cidade
Pode ser uma inquietação
O som eterno da saudade
O toque suave da tua mão

Pode ser um beijo
Pode ser raiva apenas
Mais do que sinto ou vejo
Versos que transbordam dos poemas

Pode ser a morte
Pode ser o amor
Qualquer dia tido em sorte
O ronco deixado ao meu redor

Pode não ser mais nada
Pode também ser tudo
Serei SEMPRE aberto à madrugada
Por entre o que tenho e o que acudo!

13 de novembro de 2013

qUaNd0oAm0rSeDeIxAdIsTrAíDo

Palmilhando os silêncios que o dia me grita
Intranquilamente largado
Na dor sem lume, em cinza que dura maldita
O meu coração é um porto cansado

Nos jardins que a memória inventa e renova
Na loucura de quem sente este frio
Pergunto-me se cada soluço me comprova
Que de tão cheio vou morrendo tão vazio

Nas marés dos versos repetidos de mim
Volte-face entre o vento e os passos em frente
Embriaguez deste canto que se pousa assim
Dentro, dentro, entre o medo e o presente

Quero calar-me e ser saudade tanta!
Quero chorar e regar o amor!
Ser toque, sussurro, surpresa e manta
Vagabundo, poeta, cantor!

Quero levar-me ao infinito da vida!
Quero correr nos leitos do meu olhar!
Colorir de abraços cada recente ferida
E depois, finalmente, outra vez... amar!

12 de novembro de 2013

EsTrAdA


Sabes que a nossa estrada é um labirinto cheio de canteiros? Espelhos de nós, de mistérios, de sonhos, de poemas e canções onde nos deixamos perder vezes sem conta. E fazemos de conta que é uma estrada para andar e a gente não pára. Porque há ventos e mar. Os que inventamos ao acordar... ao adormecer... ao respirar... ao lutar. Somos viajantes dentro dos destinos! Peregrinos à solta de mãos dadas com o fogo. Saltimbancos mágicos que nos devolvem essa liberdade maluca e os beijos. Todos os beijos e abraços que soubermos dar enquanto houver estrada para andar... Sabes, Jorge. Amo-te. Assim. No encalce de todos os amantes também. Na ponta dos teus dedos que têm o cheiro dos mantos e das janelas. Na tua voz. Na tua história... De onde ilumino as flores e os frutos e os segredos e as solidões e o meu jeito de gostar de chorar... Nesta inquietude de ser maré forte. De tecer todas as malhas do olhar. De nunca querer chegar... Só para dizer que ainda há estrada e que a gente vai continuar... Para voltar a dizer que gosto de ti. Que hei-de cantar (te) até morrer. Encosta-te a mim...
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Texto de dezembro de 2009, que repito hoje, num dia muito especial!


8 de novembro de 2013

Am0-tE

Leva-me num abraço até ao centro do amor
Guarda-me para sempre juntinho à tua pele quente
Quero perder-me na magia de ser amante e cantor
Quero ser rio que sorri a cada reflexo da corrente

Leva-me num beijo a ver o infinito da nossa vida
Dá-me a mão, sussurra-me o teu cheiro e dança
Serei a lua que ilumina a noite mais esquecida
Serei a voz do mundo e tudo se alcança

Estar apaixonado é um verso eterno de saudade
Um caminho repleto de jardins e pinturas
Por isso grito dentro de mim a alegria desta verdade
Por isso solto-me entre passos, fontes e ternuras!

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...