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10 de julho de 2009

c0m0sEuMaDeUsFoSsEuMeNc0nTr0

Andei à procura de alguma coisa que hoje, por ser hoje, me fizesse mais sentido. Entre o baú e o peito, descobri um texto de 2006, que na altura dediquei aos meus companheiros, camaradas, amigos, colegas, mestres…
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A dor de escrever é tão grande
Que por vezes perdemos as palavras sem saber
Deixamos que a noite nos devore
Aos poucos, secretamente, até por prazer
Porque a dor de escrever é grande e não se consegue ver…

A dor de chorar um poema é tão brutal
Que o tempo se dilui e nos torna pequenos
Deixamos que a utopia nos encontre
Aos poucos, em secretos gestos não serenos
Porque a dor de chorar um poema é brutal e já o sabemos…

A dor de existir cantor é tão feroz
Que nos calamos só para nos ouvir
Deixamos que a nossa solidão se torne divina
Aos poucos, no segredo da certeza de nunca conseguir
Porque a dor de existir é feroz mas não tem dentes, tem sentir…

A dor de querer é tão maior
Que surgimos em nós simples retalho
Deixamos que o amor nos traga luz
Aos poucos, secretamente, sem nenhum trabalho
Porque a dor de querer é maior e de tudo eu sempre falho…

A dor da dor é tão dor que foge
Esconde-se dentro do mundo e nem sempre luta
Deixamos então que o sonho se torne pesadelo
Sorrimos à maldição filha da puta
Porque a dor da dor de ser tão dor não sei se desfruta…

2 de abril de 2009

rEeNc0nTro


A ponte dos meus versos
Liga as margens de mim
De um lado pesadelos dispersos
Do outro, um inquieto jardim

O rio, esse, é de amor
De paixão e eterno desejo
Que desagua num mar de dor
Onde cada onda se transforma em beijo

Natureza de palavras conhecidas
Pintadas à minha vontade
São as voltas mais antigas
Que procuram fonte de verdade

24/4/2003

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...