11 de fevereiro de 2008

sEmTeMp0

Percorro-me os espaços demasiadamente cheios. Cheios do vazio das histórias. Dos sonhos das histórias. Das miragens das histórias. Das paragens. Dos sobressaltos. Asfaltos. Altos. Meros embrulhos entre cada passo por dar. Singelos princípios por findar. Poesia às voltas de si mesmo. Nos espaços demasiadamente cheios do vazio das histórias...

8 de fevereiro de 2008

Pedem-me as palavras para nos unir
Encomendam-me ritmos e paisagens
Exigem-me ternuras e viagens
Gritam-me as dores de tanto fugir
Rompes-me o sangue de escrever
Arrancas-me noites e horas
Regressas a mim e depois demoras
Todas as palavras sem as dizer

pErFuMe


Não há rios secos dentro de nós.









23 de Fevereiro de 2007


pRoCuRa

Cabe-me o enredo no peito. Talvez passado em Paris. Aquela caminhada junto ao rio, junto ao cheiro da História. Perto de mais do meu passado. Abraçado eternamente ao meu futuro. O quarto, pequeno e discreto, tudo encobria. Cada luz da cidade luz. Cada respirar profundo dos amantes. Ele sentou-se junto à janela contemplando o cimo das casas. Como num filme. Ela ficou-se encostada ao fogão, para se aquecer naquela manhã fria. Por momentos o tempo não foi o mesmo e os seus olhares não se cruzaram. Teve de ser assim. Nem para a despedida eminente. Ele sabia que mal saísse por aquela porta todos os caminhos se fechariam para sempre. Ela nem queria pensar nisso. Abandonou-se ao calor do lume aceso à espera de nada. Como eles. Que não esperavam nada. Mesmo em Paris. Onde tudo se espera. Onde cada espera é demasiado bela. Eu quero ir a
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.P.
.a.
.r.
.i.
.s.
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Procurar-me.

6 de fevereiro de 2008

vErBoS

Ser-me ou ter-me, eis uma corrente
Que de mim se esvai junto às margens
Por entre todas as dores e viagens
Da existência cruel de quem se sente
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Ser-me de novo a cada novo cantar
Ter-me ainda, encolhido e sem ar
Ser-me forte, desmaiando na vertigem do andar
Ter-me fraco, por ti, que me olhas sem olhar
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Ser-me ou ter-me, de janela aberta
Na penumbra das noites solitárias
Roçando a alma às tempestades várias
Perdidas na incerteza da hora certa
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Homenagem à Tufa, onde o sentimento aquece todas as cores.

5 de fevereiro de 2008

eTeRnAmEnTe




Eterno é o futuro do antes...


















27 de Dezembro de 2006

SaBeR?

Somos sempre tudo, sem saber. Não sabemos que sabemos tanto ou tão pouco. Ou tão pouco sabemos se sabemos ou não sabemos. Se sabemos alguma coisa. Se sabemos o que sabemos. Ou não sabemos. Somos sempre tudo, sem saber. Não sabemos que sabemos tanto ou tão pouco. Ou tão pouco sabemos se sabemos ou não sabemos. Se sabemos alguma coisa. Se sabemos o que sabemos. Ou não sabemos. Somos sempre tudo, sem saber. Não sabemos que sabemos tanto ou tão pouco. Ou tão pouco sabemos se sabemos ou não sabemos. Se sabemos alguma coisa. Se sabemos o que sabemos. Ou não sabemos. Somos sempre tudo, sem saber. Não sabemos que sabemos tanto ou tão pouco. Ou tão pouco sabemos se sabemos ou não sabemos. Se sabemos alguma coisa. Se sabemos o que sabemos. Ou não sabemos. Somos sempre tudo, sem saber. Não sabemos que sabemos tanto ou tão pouco. Ou tão pouco sabemos se sabemos ou não sabemos. Se sabemos alguma coisa. Se sabemos o que sabemos. Ou não sabemos.

4 de fevereiro de 2008

InDiFeReNtE

Parece-me que nos calamos... Na penumbra de uma história sem fim. Para além da estrada. Por força da entrada.
Parece-me que a vigia se enganou... Se deixou ofuscar pelo reflexo das águas. Pelo ondular da corrente. Engasgada pelas margens.
Parece-me que não haverá mais palavras. Nem beijos.
Porque tudo o que parece nos consome as pontes.

3 de fevereiro de 2008

rEc0lHeR

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Porque me calas o silêncio? Esse grito que é tanto de mim... Esse recolher secreto, por entre os lírios do jardim...
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Porque me transformas em pedaços de palavras? Esse poema que me atira mais um pouco para ti... Esse beijo profundo que nos encontra sempre que não estamos aqui...
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2 de fevereiro de 2008

sÓcoR

Cada pincelada que me colocas no peitoSerá uma onda de pintar montanhasUm pequeno beijo nas dores tamanhasQue por vezes nos arrasam a eito
Cada pincel com que refazes todos os dedos da tua mãoSaberão das lágrimas em telas de tempestadesAmarelo, azul, verde... As cores de todas as liberdadesCom que te pintas, inundada de paixão

1 de fevereiro de 2008

aBaTe


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Abrirei cada cor do meu peito para te ver
Na rouquidão dos dias passados, longamente passados
Por tanto que de nós, uma vez mais em novo nascer
Na tecitura dos pomares e aromas fortes e temperados
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Voltarei ao mar no areal de cada paixão
Na penumbra soalheira das noites idas, plenamente idas
Por tudo o que de mim, meu canto se fez canção
Nas ondas das tempestades demasiadamente perdidas
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Pobre criatura, a minha, no olhar penetrante e vagabundo
Velho, novo, feto por dentro embriagado. Não nego.
Sou apenas um pó, mais um pequeno pó deste mundo
Demasiadamente pouco, demasiadamente cego.

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...