14 de março de 2008

aRrIbA


Pela raiz de todas as manhãs arranco a força para o mergulho. A aventura diária de acreditar que as palavras nunca se gastam. Mesmo as dos poetas... Por isso regresso a mim a cada dor. Em inquietação e vertigem. Para que ao adormecer tudo se transforme num amanhecer cheio de luz. Quero esta respiração divina! Agarram-me?

13 de março de 2008

mApA

Pode o rio ser tão espelho e devolver-me o teu sorriso? Pode cada sopro da sua corrente banhar-me os pés de mansinho, como num abraço? Pode o Sol penetrar-me o corpo e transformá-lo de novo em ti? Posso eu querer que a memória e a saudade se confundam?

10 de março de 2008

dEpÉ!

Procuro a força dos tempos de cada vez que uma queda me transportaTalvez para junto de um novo abismoTalvez segredando-me o código da portaPor onde tudo passa e tudo fica.Assim, queira eu tal sorriso em fonte ricaPara nunca nenhuma caminhada ser morta!

9 de março de 2008

iNc0bErTo


Onde cabe a memória nesses passos decididos? Perto de mais de cada lágrima... na mistura do sangue corrente que um dia se juntará a todas as histórias... perdida no olhar em planície que nos vai cercando... em direcção a nós.

8 de março de 2008

pEl0cAmInHoDePeDrAsElÁgRiMaS

Pelo caminho de pedras e lágrimas
O meu peito deixa-se morrer
À procura de todas as saudades
Que só por si deixam de o ser
.
Pelo caminho de pedras e lágrimas
Sinto os reflexos todos do rio
Embrulhados nos meus versos
Que vou perdendo ao desafio
.
Pelo caminho de pedras e lágrimas
Por entre os meus pesadelos
Canto mais alto a minha fome
E depois volto a perdê-los
.
Pelo caminho de pedras e lágrimas
Sou eu, desnudado de mansinho
Moribundo-me em todos os partos
E assim, só assim... aguento o caminho

7 de março de 2008

vAzIoEaBiSm0

É no vazio do desejo que permaneço inquieto. Perto de mais de todas as palavras de me fugir. De todos os reflexos. Como se fosse um cavaleiro em busca do abismo, na loucura incontrolável dos caminhos de sargaço e demasiadas perdas...

6 de março de 2008

n0aLt0


Sempre que um homem sonha as vozes do sangue elevam-se ao mais alto cume da sua saudade...












27 Janeiro 2007

sAl

Salvem-se os caminhantes por entre os aromas dos sonhos! Criem-se todos os versos no silêncio das viagens! Cantem-se os labirintos do destino por entre cada sorriso perdido! Percam-se as mãos! Anuncie-se mais um pedaço de dor...

4 de março de 2008

cAlÇaDo

Rasgo cada silêncio por entre os caminhos
Perdido nas palavras em corrente de tanto me calar
Fujo por entre os sopros de todas as histórias
Pareço velho. Cansado. Sem o futuro dos amantes...
Porque me atiro assim nos tempos?
Calçado com todos os passos.
Nos lábios, o doce sabor do desejo.
.
.
Nos olhos, a luz de cada desencontro.

2 de março de 2008

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...