7 de dezembro de 2008

aMiNhAcIdAdE

Chove no meu peito uma cidade

Um rio de gentes e amores e pesadelos

Manta feita de guerra e novelos

Onde a escuridão sorri à claridade
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O meu lugar é outro e nenhum

Talvez um abismo feito mágoa

Uma maré que se desfaz na água

Um caminho de morte e jejum
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Vagueio solitário, rente e vagabundo


Perdido de mim, de cada pedaço da multidão

A minha cidade é uma luta cheia da dor do mundo

Que se esquece de caminhar com o coração
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Fico no fado de mais um dia sem cantar?


No labirinto de cada curva de mim...

Na minha cidade só sei morrer e estar

Recomeçar-me vezes sem conta no fim...












4 de dezembro de 2008

dAm0rTe


Eu sei que o caminho é longo. Passo após passo em direcção a um abismo recheado de flores. Eu sei que nessa viagem existem as mãos. Os abraços. As lágrimas em corrente labirinto por entre os nossos sonhos. Eu sei que um dia a noite será eterna e o passado para sempre... de encontro ao peito. Margens de nós calcadas no pensamento. Frutos e silvas de pele. Gargalhadas e saltos e gritos e canções e pontapés na bola e cerveja e escuridões e sangue e tudo e até segredos... Meu amigo, meu irmão. Estou aqui. Nada mais importa hoje.

3 de dezembro de 2008

tRaGoNoPeIt0

Foto oferecida por uma amiga
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Trago no peito uma encruzilhadaPerdida de versos e estradaOnde me perco entre o tudo e o nadaE se canto, minha voz sente-se paradaQue de mim, o tempo foge como um rioOs passos percorrem-me entre o calor e o frioDe correr por um labirinto e o arrepioDe me saber assim, rouco e vazioSem que a voz me peça pazE de novo peço-te que vásNem sequer olhes para trásTemos um monstro que se prepara atrásPara nos devorar todos os lamentosUm cadáver que nos devora os momentosUma escuridão em tons de negros e cinzentosUma ferrugem fraca de tantos sofrimentosSem nada nos devolver, nem mesmo a morteAndamos assim, ao sabor das marés vivas do NorteSem sal, mel, sargaço ou algo que nos reconfortePode ser um mimo só, um corteNesta sensação enlouquecida da caminhadaPorque...Trago no peito esta encruzilhada...

2 de dezembro de 2008

aMiNhApElE



A minha pele não me respira. Sufoca.Carrega um pesado sono.Qualquer insegurança que se toca,Qualquer cheiro de abandono...
A minha pele sangra-me. Veneno.Pinta-me o olhar de eterno querer.Qualquer sonho é demasiadamente pequeno,Qualquer pedaço de prazer...
A minha pele foge-me. Atrevimento.Canta-me uma viagem de marés.Qualquer noite em tons de cinzento,Qualquer fome do que és...
A minha pele sou eu.

29 de novembro de 2008

eSt0uApEnAs

Estou longe. Perto demais de uma pequena caverna aquecida e escura. Onde me perco nas vozes da poesia. Sento-me junto a um fogo que do meu já me canso. Acendo lágrimas narradas de histórias sem fim. Calo-me. Estou longe. Apenas me apetece o grito. Um infindável e tremendo ronco de dentro que ecoa por toda a parte. Em avalanches de pele. Na inquietude dos passos. Tenho saudades. Onde está o manto areal construído pelas brisas que outrora me iluminavam o sorriso? Quero o regresso. Impaciente volta em torno deste caminho. Estou longe. Pouso em mim para descansar. E desejo que me venhas oferecer um canto de ninar...
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Fotografia de quem de dentro da caverna sabe ler nos meus olhos.

28 de novembro de 2008

sEmPrEmArIa


Queria fazer uma roda
Do tamanho do teu coração
Cantar-te de uma só vez
Pintada numa canção


Queria o poema, a ilha
Essa maré do teu olhar
Saber-te sempre assim
Mesmo quando não te consiga cantar


Queria o sempre, em todos os nós
Os que juntam, sombra, abrigo e corrente
Nos passos de cada abraço
Que nos cabe no peito em cheiro de gente


Queria tanto! Sufoco no vazio
De não largar esse grito
Com que te pintava hoje
De dentro de mim até ao infinito!

26 de novembro de 2008

b0mDiA!


Solto. Sempre solto neste abraço eterno.
Quente. Muito quente no aconchego da pele.
Forte. Tão forte que me rompe o olhar e as mãos.
Sereno. Na tranquila madrugada ao Sol.
Profundo. De dentro dos impulsos.
Frontal. Em direcção às janelas que nos abrem paisagens.
Eu. Assim.

24 de novembro de 2008

lÁpIdE

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Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
v
e
r
d
a
d
e
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tRaVaViDaS

Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.

23 de novembro de 2008

eMbRiAgUêS


Abre-se-me um rio no peito aberto
A noite afaga-me a pele e o olhar
O silêncio mantém-me assim, demasiadamente perto
Embalo-me embriagado, deixo-me cansar


Rebolo-me em lágrimas e emoções de viver
Em palavras e ternuras e beijos e mais tudo e saudades
Corrente de mim sempre em turbilhão
Marés sonhos fomes saltos medo de te perder
Cantigas risos mãos passos fogo e tempestades
Que de tudo sou eu em fonte de inquietação


Abre-se-me um rio simplesmente
Que ao abrir logo nasce, corre e desagua
Por entre as margens feitas do abraço quente
De me fazer teu e de me fazeres tua



20 de novembro de 2008

rUíNa



Voltarei talvez na próxima onda

Secam-me os dedos de tanto navegar

Já não tenho a poesia nem o ar

Sufoco em mim. Não há nada que me esconda

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Queria o teu beijo, o teu abraço

Um sossego aberto na liberdade

Já não suporto a tortura da verdade

Carrego em mim esta vertigem do cansaço

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Pedir-te uma cantiga de ninar

Uma pele em torno do nó no peito

Uma janela de um sonho longe e desfeito

Já não sei dos meus passos ao andar

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Levo-me sem tempo e sem destino

Na saudade de um novo regresso

Nem um adeus a mais te peço

Já não sou homem nem menino...

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A fotografia foi-me oferecida por uma amiga. O texto não a merece...

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...