Fala-me dessa passagem forte
Desse caminho rasgado no peito
Cantado a direito
Quente e desfeito
A que alguns chamam morte...
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Digo-te que o meu é abraço
Um carinhoso amor eterno
Uma espécie de onda ou inferno
Qualquer coisa de Inverno
Como um frio que regressa ao cansaço...
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Diz-me da infância e da memória
Da passagem doce do embalo
Desta dor que não calo
Do segredo sem intervalo
Com que se pinta a tua história...
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Falo-te de cada canto de mim
Poema feito maré em tempestade
Pequeno sabor a eternidade
Fogo que deixo arder à vontade
Porque a morte pode não ser um fim!