Na curva da estrada Há um leito vazio Um sonho cheio de tudo e de nada Um amparo, solidão, arrepio Murros na mesa e tudo o mais A curva da estrada feita cais De partida? De vida? De despedida? De lágrima contida? Quem sabe um silêncio sôfrego onde cego E dos meus olhos o desassossego E da minha pele as lembranças Ondas de esperanças No areal da inquietação... Pobre coração Em fome desvairada Que procuras a curva da tua estrada!
27 de julho de 2011
26 de julho de 2011
sAbEd0rIa
Que dos passos se abriram sorrisos
Novos caminhos e flores
Encontros e amores
Lágrimas, fomes... temores
Carregados de tempos imprecisos
Existe um jardim em todas as mágoas
Canções que resiram eternidade
Cheiros e histórias sem idade
Fontes de um leito na cidade
Que me afoga e lava nas suas águas
Que dos passos feitos gritos ou aflição
Em silêncios ou ternuras
Nas esquinas mais seguras
Ou nas terríveis amarguras
Se abra sempre o mar do meu coração!
25 de julho de 2011
cAnTa-Me

Canta-me um sonho. Pode ser para além do infinito. Uma pétala de grito largada na raiva ou no rio. Uma explosão de sangue que se perde no desvario e se larga na autoestrada. Canta-me um sonho. Mais nada... Canta-me uma dor. Pode ser aquela a que se chama amor. Sim. Existe sempre a inquietação no vento forte. Seja na doce vertigem da vida ou no sossego do que se chama morte. Voltam-se depois os areais e as ondas e tudo o mais que o poeta escorre dos seus passos. Sorrisos e cansaços. Inteiro e aos pedaços. Nas histórias e nas memórias que as palavras conservam e teimam em pintar-se em fonte. Por isso a fome. Tudo o que consome. Pequenos e enormes personagens que ficam e vão. Panteras, amantes, vagabundos, príncipes... E tudo porque os olhos também sabem falar. E os meus... só te pedem para cantar...
24 de julho de 2011
0sSiLêNcIoS
Pequena Pantera, o que é o silêncio?
Qual, Pequeno Príncipe?
O teu.
Tanta coisa...
E os outros?
Tanta coisa...
Por exemplo?
Um grito.
Um suspiro?
Sim. Um suspiro.
Um sorriso?
Talvez muitos.
Uma canção?
Claro!
Lágrimas?
Também.
O silêncio é tanto, Pequena Pantera!!! E demora sempre muito tempo...
Eu sei, Pequeno Príncipe.
É bom?
Pode ser.
Mas pode ser mau, é?
Depende.
Depende? Ai, não percebo nada!
Nem eu, querido. Nem eu.
Tu tens silêncios?
Tenho. E tu?
Eu?!!! Eu grito! Eu suspiro! Eu sorrio! Eu canto! Eu choro!
Então afinal também tens silêncios...
Sim. Tenho. Mas os meus ouvem-se. Por isso doem muito menos...
Qual, Pequeno Príncipe?
O teu.
Tanta coisa...
E os outros?
Tanta coisa...
Por exemplo?
Um grito.
Um suspiro?
Sim. Um suspiro.
Um sorriso?
Talvez muitos.
Uma canção?
Claro!
Lágrimas?
Também.
O silêncio é tanto, Pequena Pantera!!! E demora sempre muito tempo...
Eu sei, Pequeno Príncipe.
É bom?
Pode ser.
Mas pode ser mau, é?
Depende.
Depende? Ai, não percebo nada!
Nem eu, querido. Nem eu.
Tu tens silêncios?
Tenho. E tu?
Eu?!!! Eu grito! Eu suspiro! Eu sorrio! Eu canto! Eu choro!
Então afinal também tens silêncios...
Sim. Tenho. Mas os meus ouvem-se. Por isso doem muito menos...
21 de julho de 2011
LiBeRdAdE
Nada se desenha no colorido da vida
Nem o sossego das árvores
Nem o sorriso das estrelas
O colorido da vida é hoje um vazio
Preso entre margens, como um rio...
Nada se ouve no silêncio das flores
Talvez os gritos da inquietação
Talvez as marés da saudade
O silêncio das flores é um enorme mar
Preso pelas ondas que nunca têm hora de voltar...
Nada me completa nas horas da noite
Nem o vagabundo que chora
Nem a palavra imprevista
As horas da noite são um farol sempre aceso
Nos delicadíssimos fios com que me sinto preso...
Nada se tem, se tudo se quer ter
Talvez só a morte.
Sim, a morte é certa.
E um dia, ao acordar, olho para trás
E vejo o tempo que passou
Cada cheiro que ficou
Os escombros da minha cidade...
Desesperadamente à procura de liberdade!
Nem o sossego das árvores
Nem o sorriso das estrelas
O colorido da vida é hoje um vazio
Preso entre margens, como um rio...
Nada se ouve no silêncio das flores
Talvez os gritos da inquietação
Talvez as marés da saudade
O silêncio das flores é um enorme mar
Preso pelas ondas que nunca têm hora de voltar...
Nada me completa nas horas da noite
Nem o vagabundo que chora
Nem a palavra imprevista
As horas da noite são um farol sempre aceso
Nos delicadíssimos fios com que me sinto preso...
Nada se tem, se tudo se quer ter
Talvez só a morte.
Sim, a morte é certa.
E um dia, ao acordar, olho para trás
E vejo o tempo que passou
Cada cheiro que ficou
Os escombros da minha cidade...
Desesperadamente à procura de liberdade!
18 de julho de 2011
mEnInAdAs0nDaS
Conta-me uma história mais
Pode ser de pés descalços
Ou de mão lançada no meu olhar
Menina das ondas
Poeta do vento
No rendilhado do teu contar...
Conta-me uma história sempre
Pode ser de amor para além do infinito
Ou um mar cheio de canções
Menina das ondas
Poeta do vento
No bater dos corações...
Conta-me uma história perdida
Pode ser a tua vida
Ou das lágrimas de todos os amantes
Menina das ondas
Poeta do vento
Só quero que cantes...
Conta-me uma história aqui
Pode ser no escuro
Ou num sonho em forma de Lua
Menina das ondas
Poeta do vento
Esta respiração tua...
13 de julho de 2011
p0rQuEoVeNt0
Porque o vento me atormenta e inquieta
As ondas do mar se revoltam loucas e vadias
A minha alma, amante e poeta
Vai pintando os minutos que passam nos meus dias
Porque o tempo se fez cruel e forte
Sem a hora marcada de chegar ou partir
A minha alma, tela de cores, amor e morte
Ainda vagueia perdida nesse ir-e-vir
São assim as marés que respiro ainda
Pelos areais da minha existência
A minha alma, sempre tudo, sempre finda
Continua a respirar a pele da sua essência!
As ondas do mar se revoltam loucas e vadias
A minha alma, amante e poeta
Vai pintando os minutos que passam nos meus dias
Porque o tempo se fez cruel e forte
Sem a hora marcada de chegar ou partir
A minha alma, tela de cores, amor e morte
Ainda vagueia perdida nesse ir-e-vir
São assim as marés que respiro ainda
Pelos areais da minha existência
A minha alma, sempre tudo, sempre finda
Continua a respirar a pele da sua essência!
11 de julho de 2011
7 de julho de 2011
oLhAr
3 de julho de 2011
sEmPrEoNdA
Por entre o tempo que passa
Fomes, silêncios e calores
Que a minha alma aconchega e abraça
És tu, maior pele do meu caminhar
Sempre pronta a nascer como vento
Ventre à espera de um novo acordar
Lágrima maior que inunda o meu pensamento
Um dia, por entre os gritos de alegria
De me ver chegar mas até já cá estava
Paris minha, fonte desta enorme sinfonia
Poesia louca, livre e escrava!
Um dia, o sabor da tua mão
A acarinhar este trémulo respirar
Que de mim, respiro inquietação
E de ti, esta impossibilidade de voltar...
1 de julho de 2011
f0rTe
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oTeMp0
O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...
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O meu regresso é um poço onde cabem muitas histórias. Um rio que leva muitos amores. Uma árvore de muitos frutos. Um mar de muitas ondas. U...
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Desta terra molhada lavrada amada semeada de todas as ma drugadas espero que te tornes um sol. Que das flores do teu olhar nasçam abraços de...