23 de julho de 2012

tUeEu,NóSoSd0iS

Sigo os passos desta estrada
Caminheiro do amor
Canto forte cada jornada
Feita de luz e calor

Teu olhar pousado em mim
Um beijo em tom de flor
Minha voz é esse jardim
Perfumando o nosso sabor


Esta vida
É vivida
No incerto
Deste perto
Tu e eu
Nós os dois
Aconteceu
Já é depois


Acordar de tão presente
Mais um dia a nascer
É uma dança que dentro se sente
Um mundo de tanto querer

Minha pele, meu doce sentido
Que me fazes viver
Dar-te a mão no toque mais querido
Ganhar um enorme poder

Esta vida...

O futuro, o nosso abraço
Este nó que sorri
Há em tudo o que tenho e que faço
A ternura de estar aqui

Esta vida...


  


Aos meus queridos Rogério e Joana, que ontem deram mais um passo na sua bela história de vida!

16 de julho de 2012

pReSsA

  • Um dia invento uma tempestade
  • E naufrago. Desapareço.
  • E mesmo assim não sei se me esqueço...
  • Uma noite arranco a lua
  • E tudo escurece. Emudeço.
  • E mesmo assim não sei se o meu grito mereço...
  • Um dia sonho de novo que existe paz
  • E canto os momentos das promessas
  • Talvez sem pressas...

4 de julho de 2012

pAiXã0eAm0r

Nos pedaços de mim existe um rio
Que corre preso ao seu leito
Demasiadamente desfeito
Demasiadamente frio
O calor das águas afoga-se em dor
E tudo se chama paixão e amor...

Os recantos da minha casa cheiram a caminho
Às vezes na foz, outras na fonte
Inquietamente sozinho
Inquietamente a monte
Fico louco sem verso nem andor
E tudo se chama paixão e amor...

24 de junho de 2012

iMp0sSiBiLiDaDe

Pode o poeta fugir de si próprio? 
O seu maior problema é mesmo essa impossibilidade...

17 de junho de 2012

c0bErTuRa

Prendo-me a ti pela pele. O cheiro de nós.
Este rio é canção de amor que aquece na foz
Os versos que se soltam na corrente e na voz
Nas viagens que temos na mão dada.
Prendo-me a ti e não quero mais nada!

Solto-me em ti pelo toque. A dança.
Cada navegar é um momento que nos alcança
O doce aroma da ternura e da esperança
Que a nossa vida é um manto de fogo e veludo
Solto-me em ti e isso é tudo!

10 de junho de 2012

dAsArRiBaS

No portão que dá para o mar
Abrem-se as memórias e o peito arde
Nunca o tempo se faz demasiado tarde
Porque em tudo és tu no meu caminhar

4 de junho de 2012

SeReNaTa

Rumo ao infinito de um tempo certo
Sorriso nos trilhos, mão dada
O meu corpo, saber-te perto
O meu amor, respiração abençoada!
.
Se canto sorridente os dias contados
Num límpido de luz a descoberto 
É porque estes versos só podem ser cantados
Rumo ao infinito de um tempo certo
.
Os meus olhos brilham mais
Quando acordam nos aromas da madrugada
Tudo se torna, de novo, mar e cais
Sorriso nos trilhos, mão dada
.
Sou-te tanto de tudo querer alcançar
Um espelho de sonhos em nós aberto
Que se faça sol, céu e mar
O meu corpo, saber-te perto
.
Tanto assim, dentro de cada desejo
Útero de uma alegria germinada
Forte o abraço, doce o beijo
O meu amor, respiração abençoada!



27 de maio de 2012

mArEcAiS

Pelo tempo de ir e vir
Pelo toque de um sorriso a sorrir
Canto os caminhos que um dia se tornaram fatais
Que da viagem, é tão importante o mar como o cais

Pelo sangue que ferve na voz que vem
Pelos silêncios que gritam também
Espero entre versos sôfregos e vitais
Que da viagem, é tão importante o mar como o cais

Pelas ausências inquietas de ser e estar
Pelo amante fogo de ter de aconchegar
Regresso ao momento exato que nunca é demais 
Que da viagem, é tão importante o mar como o cais

22 de maio de 2012

aBrAç0dEvIdA

Um abraço de vida é aquele que nos fica na pele. Que nos inunda de cheiros e memórias. Que ilumina cada segundo dos sonhos. Que teima em nunca murchar. Que se deixa deslumbrar cada vez mais. Que se renova quando se dá. Que sorri. Que aquece. Um abraço de vida é um regaço. De todas as noites...

17 de maio de 2012

v0lTaRaNaScEr

Dizer-te amor na respiração
Cantar-te sem segredo na palma da minha mão
O meu corpo treme sem saber
Porque custa voltar a nascer...

Esperar-te na saudade que teima
Querer-te neste fogo que queima
O medo, esse, não se consegue perder
Só porque custa voltar a nascer...

Beijar-te num abraço nosso aconchegado
Ser-te tudo e tanto sem nunca estar calado
Pelo tempo eterno a acontecer
Quando me fizeste voltar a nascer...

14 de maio de 2012

SiLêNcIoDoSgRiToS

Falas-me no silêncio dos gritos
Que de madrugada se levantam
Fervores e passos tão aflitos
Que em mim nunca se encantam
Perco-me em mortes e inquietações
Sonhos, pesadelos e mitos
Por isso calo as minhas canções
No silêncio dos teus gritos
Arranho a alma sem conforto
Por um abraço mais que seja
Anuncio-me em vida assim morto
E tudo o mais que me sobeja

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...