16 de novembro de 2007

m0rNa

Morna. Em balanços de ondas em mim
Por dentro dos meus sonhos mais secretos
Almas di nós, fontes de ternuras sem fim
Ventos à solta em perfumes libertos
Morna. Acordes que vêm e vão
No mar de todos os passados
No sangue de cada nova respiração
Nos areais calmos e cansados
Morna. Cesária pura de tanto sentir
Rio de pele, olhar de um novo dia
Que em ti adormeço para outra vez fugir
E encontro-me finalmente nesse ir que ia...

15 de novembro de 2007

sÓeU


Construção. Poema de reflexos em cores à solta. Paragem. Na corrente forte de uma inquietação. Mais nada me resta... Só eu.

14 de novembro de 2007

AcAmInHo

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Vamos passando pelos dias de paz e guerra, de morte e parto, de quereres e perdição, de esquecimento e dor, fome e desejo, frio e vontade de correr, solidão e sorrisos, palavras e silêncios, noites e leitos, viagens e marés, aromas, cansaços, encontros, despedidas, quedas, canções... tanto os dias nos trazem em todo o seu esplendor. Umas vezes assim. Outras não. Estamos vivos. A caminho...

13 de novembro de 2007

pAlAvRaDeAc0nChEg0

Aos que se deixaramunirpelaspalavrasquenosunem:


Planto-me nestas cores à espera que cresça mais uma palavra que seja... Deito-me nestes silêncios de encontro às ondas do mar.Vagueio pelas janelas como quem beija Todos os sonhos de quem ousa sempre sonhar. Procuro-me nos momentos solitários de uma cegueira... Aconchego-me entre abraços e fortes marés. Canto meu entre o areal e a eira Cada cor que me dás por seres quem és.

12 de novembro de 2007

rEpEtIçÕeSrEpEtIçÕeSrEpEtIçÕeS

hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje vou escrever assim sem maiúscula ou pontos ou vírgulas ou essas convenções (os acentos não resisto) que se inventaram para que possamos entender um texto o mais aproximadamente possível ao que o autor escreveu mas eu hoje não me interessa como se calhar nunca me interessou apesar de sempre utilizar as maiúsculas ou pontos ou vírgulas ou essas convenções talvez porque hoje gostaria de ser livre num voo rasante num areal vazio e liso onde pudesse passear sem deixar rasto e quem sabe molhar os pés nas águas do ir e vir das marés que tantas vezes entraram pela minha escrita ou mesmo dos aromas da maresia que sempre nos transportam até muito mais longe do que alguma vez possamos sonhar basta termos algums histórias para contar ou inventar tal como muitas vezes o fazemos quando escrevemos sem nos preocuparmos muito com os outros como eu correndo até o risco de alimentarmos outros sonhos ou outros voos talvez mais rasantes e perigosos ainda mas sinceramente ando um pouco cansado do que cada palavra me faz ou me pode fazer porque quero acima de tudo sentir-me livre numa liberdade exposta nas nuvens que nos passam por cima da cabeça porque não existe liberdade quando nos fechamos ou nos restringimos às margens de uma folha de papel por isso é que ainda ando a pensar que força tem esta coisa daspalavrasquenosunem e de que forma é que tudo se pode manter bonito sincero e (reticências) livre na sua viagem de encontros e desencontros no mistério cada vez maior desta inevitabilidade que é estarmos vivos sim estamos vivos e por isso hoje (reticências, claro)

10 de novembro de 2007

v0lTa


Reflectia-te a alma. Nos cheiros dos sonhos. Nos sorrisos brilhantes dos olhos acesos. Na voz que procura sempre. No silêncio das melodias. Nas histórias passadas. Nos segredos. Nas viagens. Mantos. Janelas. Fontes. Acordes de soar para dentro. Na penumbra. Onde a luz nos reflecte. A alma...

5 de novembro de 2007

nAh0rAdApArTiDa

Ai, a escrita! Que bom que podemos com ela, mais virtual que a internet, remoldar histórias e histórias com pedaços da nossa memória, quem sabe rebuscados no inconsciente! Não a percebo muitas vezes e sinceramente não estou muito interessado em dissecá-la. A "minha" escrita vive nos olhos e nas memórias dos outros. E em mim, que me deixo contemplar com ela. Também gostava de escrever um livro.

3 de novembro de 2007

SeMs0m

Cada silêncio de nós aconchega um abraço desejado. Como se a voz fosse repousar sobre os lábios fechados. E o olhar se alongasse em direcção ao infinito...

2 de novembro de 2007

h0rAsDeTaNt0tEsEnTiR

Dentro de mim. O silêncio. De tantas horas. De tantos caminhos. De tantos sonhos... Dentro de mim. O grito. De me querer calado na dor de uma boca que se abre em direcção às lágrimas. De sentir tanto este desejo de não sentir. Que é o mais forte sentir que temos...

1 de novembro de 2007

iR

Reflexo. Na corrente de um rio solto nas margens.
Silêncio. Na transparência de todas as paragens...

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...