Morna. Em balanços de ondas em mim
Por dentro dos meus sonhos mais secretos
Almas di nós, fontes de ternuras sem fim
Ventos à solta em perfumes libertos
Morna. Acordes que vêm e vão
No mar de todos os passados
No sangue de cada nova respiração
Nos areais calmos e cansados
Morna. Cesária pura de tanto sentir
Rio de pele, olhar de um novo dia
Que em ti adormeço para outra vez fugir
E encontro-me finalmente nesse ir que ia...





