12 de janeiro de 2008

rEnTe


Fico. Perto de ti. Na margem da tua corrente. Adormeço. Junto à solidão. Na paz de quem se sente. Calo. Abraço o horizonte na janela aberta à tua frente. Sinto. O enorme poema de tudo o que de frio se faz quente. Beijo. O longo caminho entre o futuro e o presente.

10 de janeiro de 2008

Ec0oUs0lIdÃo?


Será que no vento cabem os nossos gritos?










21 de Dezembro 2006

aEiTo


Saberei eu da paz? Da inquietação de remar remar remar remar... Ver o horizonte longo à minha frente sem parar. Montanhas e prados de olhares perdidos procurados desejados despejados carregados... Saberei eu de tanto caminho? Do eterno contorno do desejo desejo desejo desejo... Receber cada dor no peito quente ardente paciente presente ausente... Saberei eu de mim? Do leito corrente da margem foz nascente em que me deito desfeito imperfeito refeito a eito!

9 de janeiro de 2008

pAi


Volto-me perto de andar longe. Na volta de estar parado. Em caminhadas pelo mar dentro. Adentro de paixão e dor. Em cores de desfazer e refazer mantos de fogueiras. Volto-me de novo outra vez novamente sempre. Para ser eu a ver-me...

7 de janeiro de 2008

EmTiEmNóS

Fio de cores. Nas minhas mãos. Pousados.
Soltos por entre os dedos em direcção a ti.
Entrelaçados por entre o sonho de um rio corrente e um futuro presente.
Embriagados no nosso leito sempre tão desfeito...
Agarro as cores. Nas minhas mãos. À tua espera.
Na ventania de cada momento sem ti.
Como quem desespera sem poder gritar e se faz mar.
Na penumbra da Primavera onde tudo de novo vai voltar...
Solto as cores na brisa. Por nós.
Caminho-me em direcção a mais uma vertigem, mais uma foz.
Sento-me e deito-me perante cada momento. Às voltas. Por entre os nós...

6 de janeiro de 2008

sÓoSsEgUnDoS...

Em cada segundo, de novo, o parto. O parto de nascermos à luz de uma nova luta. Ou das mesmas... O parto de irmos de encontro aos nossos companheiros. Ou a nós mesmos... Em cada segundo, um novo poema ou hino eterno. Eternamente nas memórias dos calos que nos afagam o rosto. Eternamente nos reflexos que os nossos olhos nos devolvem. Em cada segundo, outra vez nós. Nós de ficarmos juntos, caminhando em direcção à liberdade. Nós de nos deixarmos envolver. Nós...
Só os segundos valem a pena se nós formos partos e eternos.

5 de janeiro de 2008

4 de janeiro de 2008

SaLt0

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Gostava de encontrar um cavalo que me levasse até dentro de um conto de fadas. Só um bocadinho... para sentir o perfume e o calor das suas cores.. para respirar o ar dos sonhos; dos tempos... para me deixar contemplativamente às voltas de todas as suas personagens... sem ser visto... só para ver e cheirar... caminhar por entre todos os enredos... nunca ter medo do medo porque sei o que vai acontecer... apenas para ficar... por um momento só. Para depois ao voltar poder dizer que consegui!

3 de janeiro de 2008

Am0r

Corre-me o sangue no peito
Das teias de paixões e desertos
Aconchego-me ferido e desfeito
Onde todos os longes são pertos
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Navego-me nas melodias das ondas na areia
Das ventanias e brisas de mim
Mesmo cá dentro, muito cá dentro, no fundo da nossa teia
Saberemos fazer de cada silêncio um jardim

2 de janeiro de 2008

sEgUiReMoS

Seguiremos adiante pelos caminhos trilhados ou por trilhar. Saberemos das direcções dos afectos; dos labirintos e das vertigens; das ondas que banham as almas nos areais dos sonhos; das secretas paisagens nos olhares pintadas; das perdidas palavras que irão desaguar em nós; outra vez. Seguiremos em frente. Em frente em direcção a nós!

1 de janeiro de 2008

PeReGrInAçÃoDeMiM

Calam-se-me os passos deste ano
Os gritos fortes das vertigens
As canções de todos os tempos
Os labirintos fernéticos da crueldade
As palavras mendigadas dentro de mim
Os perfumes da saudade
As mortes carpideiras da solidão
Os termores e tremores e tremores e tremores
Calam-se-me os passos deste ano
Pousados em todas as janelas
Cansados nos sorrisos e lágrimas
Demasiadamente perdidos nos itinerários
Sugados no sufoco das paisagens
Embriagado de ser e ser e ser e ser e ser
Calam-se-me os passos deste ano...

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...