Fico. Perto de ti. Na margem da tua corrente. Adormeço. Junto à solidão. Na paz de quem se sente. Calo. Abraço o horizonte na janela aberta à tua frente. Sinto. O enorme poema de tudo o que de frio se faz quente. Beijo. O longo caminho entre o futuro e o presente.
12 de janeiro de 2008
10 de janeiro de 2008
aEiTo
Saberei eu da paz? Da inquietação de remar remar remar remar... Ver o horizonte longo à minha frente sem parar. Montanhas e prados de olhares perdidos procurados desejados despejados carregados... Saberei eu de tanto caminho? Do eterno contorno do desejo desejo desejo desejo... Receber cada dor no peito quente ardente paciente presente ausente... Saberei eu de mim? Do leito corrente da margem foz nascente em que me deito desfeito imperfeito refeito a eito!
9 de janeiro de 2008
pAi
7 de janeiro de 2008
EmTiEmNóS
Soltos por entre os dedos em direcção a ti.
Entrelaçados por entre o sonho de um rio corrente e um futuro presente.
Embriagados no nosso leito sempre tão desfeito...
Agarro as cores. Nas minhas mãos. À tua espera.
Na ventania de cada momento sem ti.
Como quem desespera sem poder gritar e se faz mar.
Na penumbra da Primavera onde tudo de novo vai voltar...
Solto as cores na brisa. Por nós.
Caminho-me em direcção a mais uma vertigem, mais uma foz.
Sento-me e deito-me perante cada momento. Às voltas. Por entre os nós...
6 de janeiro de 2008
sÓoSsEgUnDoS...
Em cada segundo, de novo, o parto. O parto de nascermos à luz de uma nova luta. Ou das mesmas... O parto de irmos de encontro aos nossos companheiros. Ou a nós mesmos... Em cada segundo, um novo poema ou hino eterno. Eternamente nas memórias dos calos que nos afagam o rosto. Eternamente nos reflexos que os nossos olhos nos devolvem. Em cada segundo, outra vez nós. Nós de ficarmos juntos, caminhando em direcção à liberdade. Nós de nos deixarmos envolver. Nós... Só os segundos valem a pena se nós formos partos e eternos.
5 de janeiro de 2008
4 de janeiro de 2008
SaLt0
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Gostava de encontrar um cavalo que me levasse até dentro de um conto de fadas. Só um bocadinho... para sentir o perfume e o calor das suas cores.. para respirar o ar dos sonhos; dos tempos... para me deixar contemplativamente às voltas de todas as suas personagens... sem ser visto... só para ver e cheirar... caminhar por entre todos os enredos... nunca ter medo do medo porque sei o que vai acontecer... apenas para ficar... por um momento só. Para depois ao voltar poder dizer que consegui!
3 de janeiro de 2008
2 de janeiro de 2008
sEgUiReMoS
1 de janeiro de 2008
PeReGrInAçÃoDeMiM
Os labirintos fernéticos da crueldade
As palavras mendigadas dentro de mim
Os perfumes da saudade
As mortes carpideiras da solidão
Os termores e tremores e tremores e tremores
Calam-se-me os passos deste ano
Pousados em todas as janelas
Cansados nos sorrisos e lágrimas
Demasiadamente perdidos nos itinerários
Sugados no sufoco das paisagens
Embriagado de ser e ser e ser e ser e ser
Calam-se-me os passos deste ano...
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oTeMp0
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O meu regresso é um poço onde cabem muitas histórias. Um rio que leva muitos amores. Uma árvore de muitos frutos. Um mar de muitas ondas. U...
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