15 de fevereiro de 2010

eSpEr0-tE

Espero-te neste tempo de silêncio e grito
Que passa tão devagar, sem fim...
Solto-me em lágrimas de um poema ainda não dito
De um sofrer interdito
Um sangue maldito
Só porque ainda te tenho em mim...
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Espero-te, mãe. Com um sorriso e uma flor de Primavera
E fico tão nu, perdido no meio do teu jardim...
Ansioso como quem se dilacera
Aos poucos em forte quimera
Um sossego que não se gera
Só porque ainda te tenho em mim...
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Espero-te e rouco me deixo vagabundo perto de uma qualquer ponte
Que me levará em fugas sem dono ou Alecrim...
Na ilusão que me consome de fronte
Eterno e turvo horizonte
Secura entre a foz e a fonte
Só porque ainda te tenho em mim...
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Queria dizer-te adeus ou quem sabe cantar
Chorar tudo e deixar-me assim...
Para que consiga de novo chegar
Ao teu ventre para outra vez me gerar
E tudo recomeçar.
Só porque ainda te tenho em mim...

oTeUmAnTo


O teu manto, uma praia cheia de marcas na areia.
Na solidão de todas as noites, de todos os cansaços.
O teu manto, uma onda que ao chegar semeia
As flores de que são feitos os abraços.
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O teu manto, um jardim colorido com o teu olhar.
Na fonte de todos os rios, de todos os passos.
O teu manto, o cheiro de nos cobrir e aconchegar
O leito onde se perdem os abraços.
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O teu manto, gravidez de tamanha ternura
No tricotar da memória, ainda desfeita em pedaços
O teu manto, uma lágrima que sempre cheia perdura
Dentro de mim, como quem só vive nos teus abraços!

14 de fevereiro de 2010

DaRàLuZ

Aquele grito sou eu. Uma labareda pronta a tudo queimar. Por isso, o teu abraço foi como se me desses à luz!

13 de fevereiro de 2010

rIsCo

Rente ao coração, forte tempestade
Uma gota embriagada, uma maré inteira.
Rente a mim, esta eterna saudade
Andarilho da minha cegueira.
Sirvo cada verso numa nova viagem
Caminhando me refaço e traço outra vez
Serei vagabundo em fome de vertigem
Encontro em ti, talvez...
Marcado no peito. Tatuado.
Colado e forte. A norte. Sempre a norte.
Que o meu berço é como o meu olhar:
Lágrima maior de tanto ser e tudo desejar.

12 de fevereiro de 2010

eNc0nTr0

O Poeta e o Músico encontram-se. No corpo. No olhar. Na voz. No silêncio. Nas palavras que de dentro vão desaguar nos corações. Um rio em leito de sonhar e em leito de correr. Até ao mar. Nas mãos que procuram o abraço. No Pedro e no Zé Manel…

Recital de poesia e canções. Da obra de Pedro Branco.

Pedro Branco e Zé Manel dos Santos

11 de fevereiro de 2010

tUd0v0aR


Sei da saudade colada no corpo
Do beijo na memória como um botão de flor
Do sorriso e da cor da pele quente
Do tempo que nunca passa
Da vontade louca de tudo voar
Sei de ti, de nós, a cada passo deste passar

Sei do desejo ardente em mim
Do abraço eterno, sempre em vento norte
De todos os versos pousados, cantados, sei lá!
Dos labirintos do impossível
Dos olhos, sempre no fundo do olhar
Sei de ti, de nós, a cada passo deste passar

8 de fevereiro de 2010

eTeRnOsEmBrIõEs


São as ondas de abraços em nós aos tropeções. São almas e sangue a brotar dentro dos corações. Fugas aos milhões. Somos muito mais do que dizem as canções. Pétalas e areal, entre os sonhos e as emoções. Versos ditados, deitados ao acaso, como beijos lançados aos pavões. Cores e flores de tantas inquietações. Ventos e marés de viagens eternas de fomes e paixões. Somos assim, na impossibilidade dos silêncios roucos das exactidões. Eternos embriões...

7 de fevereiro de 2010

cHeIoSdEtAnTo

Sabem-me bem estes nós dentro da minha vida. Cheios de tanto!
Fortes laços e abraços de um vagabundo solto no mundo.
Cores, segredos e enredos de aconchegar os medos e te ter dentro de mim. Na eterna construção do nosso jardim carregado de flores e pequenos andores de histórias e memórias onde me perco todos os dias. Como quem se aninha debaixo da pele, num manto. Assim são os nós dentro da minha vida. Cheios de tanto!

4 de fevereiro de 2010

oTeUbEiJo


São ventos no meu peito
Correntes de todos os sabores
O teu beijo é uma janela aberta em mim
Coberta de mel e flores

São sonhos e sorrisos de ternura
Um cofre pintado e um verso que nos sele
O teu beijo é respiração
Coberta de lágrima e pele

São poemas na minha inquietação
Uma ponte de unir e sem idade
O teu beijo é a alma dos meus passos
Coberta do abraço da saudade

2 de fevereiro de 2010

RoSaLoBaToFaRiA

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Qualquer coisa passou por mim hoje
Uma brisa doce, quente e formosa
Um beijo de despedida, simples como tu
O teu sorriso, em forma de Rosa.
Qualquer coisa ficou mais um pouco
Como o tempo, na sua estrada sinuosa
Da saudade já brotada em cheiro de ti
O teu sorriso, em forma de Rosa.
Qualquer coisa vai nesta paz
A sedução de uma vida bela e airosa
O perfume feminino que dança
O teu sorriso, em forma de Rosa.
Descansas, eu sei, tranquilamente
E do olhar, saberás tomar conta desta prosa
Perto de cada palavra tua, verso sempre em flor
O teu sorriso, em forma de Rosa.
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1 de fevereiro de 2010

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...