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Pobre do meu corpo assim deixado ao sabor do vento e do labirinto da vertigem. Da vaidade dos olhos adversos por entre cada reflexo da pele quente. Onde em cada toque sentimos um novo amanhecer.
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Tanto a maré se desfez que acordámos os olhos em volta. Tanto os gritos se marcaram que
os rios se espelharam na corrente solta. Tanto as palavras pousaram que se abriram as janelas. Tanto o sossego se torturou que mordemos os caminhos e as sentinelas. Os olhos voltaram na corrente solta das abertas janelas das sentinelas. E nunca mais o sonho acordou por entre eles e elas. Apenas ficou. Nas vozes e nas aguarelas.
Estou vivo. Claro.+012.jpg)
O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...