12 de outubro de 2008

mÃoSd0pEiTo

Como uma viagem que do dia se perpetua
Rente ao peito, entre o olhar de dentro e a alma nua
Nas mãos dadas da pele acesa
Na rouquidão da fome sobre a mesa
Este mar somos nós, em marcha cantada
Sim. Em cada passo se faz a estrada!
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Como uma viagem, ternura, vida nascente
Azul, cinza, aguarela de corpo ardente
No pequeno bater tímido do peito
Na canção que sempre se leva a eito
Este porto de cais esperança
Onde te ressuscitas para ser criança!

9 de outubro de 2008

rEnAsCeR

Pedra a pedra a minha terra sacode-me a alma a cada vendaval. Estilhaça-me o olhar por entre os seus cânticos e vazios. Tropeça por no meu corpo nu e inerte perante a desgraça. Embriaga-se-me nas mãos. Depois volta. De novo. No regresso das cores.

7 de outubro de 2008

p0bReHoMeM


Pobre Homem que não sabe desenhar...
Que inventa as linhas dos outros à sua vontade...
Porque não pensas, simplesmente, em cantar
Em vez de te preocupares com a verdade?

Pobre Homem que não quer desenhar...
Que se distrai assim, julgando-se eterno...
Porque não pegas no lápis sem corar
E inventas um outro inferno?

Pobre Homem que não pode desenhar...
Que inventa a vida de olhos fechados
Porque não desaguas sem nunca chegar
No espelho dos teus sonhos e dos teus fados?

Pobre Homem... desenha solto e não fales!
Que o silêncio é a sinfonia do olhar
Que tudo o que é azul e males
Se refaz nas linhas de cada desenhar...


5 de outubro de 2008

c0r

Sei-me vagabundo
Poeta à solta
Esfarrapado
De olhar dentro dos outros.
Não sei ser de outra forma...
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Sei-me perdido e só
Por entre todas as maravilhas da vida
Da que faço todos os dias
Das lágrimas que me escapam porque também sou rio
Das ondas que gritam o meu peito
Dos vendavais das feridas
Do mel da ternura...
Da minha voz sai tudo o que sou.
.
Por isso não páro de cantar...

1 de outubro de 2008

sUsTo

Quanta cor me penetra o sangue... em virgens correntes de sonhos
Mergulho-me por entre espasmos e silêncios... de cada regresso
Afogo-me e morro vezes sem conta em mim... solto
Salvo-me de perto, grito longe, escondo-me apenas
O meu nome é este e só este me merece. Eu sei. Eu quero.
As palavras são simples mecânicas na engrenagem da viagem
E o puzzle nunca se completa... desmorona-se ao ar livre... ao leve suspiro onde carrego as minhas paixões
Nu. De sorriso em punho. Que o olhar saberá entoar as melodias do aconchego. Que o canto é a profundidade da alma feita em mim. Eu sei. Eu quero.
Por momentos pensei que não tinha mais nada para dizer...

29 de setembro de 2008

p0nTe

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.
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Pode este rio desaguar-me em silêncio
Prudente por entre o destino
Ardente em pele de menino
Tão quente, peregrino...
Pode esta ponte sossegar-se no grito
Cuidadosa
Vaidosa
Piedosa
Raivosa
Ansiosa
Que toda a ruína é
Um pedaço de memória aflito...

27 de setembro de 2008

s0dAdEdImAr


Sodade di mar


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Enquanto cantaresNa rouquidão de uma ondaHei-de ter-te sempre, entre maresComo uma sementeira ou uma mondaDeixarei que me penetres à vontadeNos olhares de me perderHei-de saber-te em mim, tempestadeLago ou apenas vontade de ter verEnquanto for eu poeta à soltaAmante da respiraçãoSerás meu, em cada maré revoltaOu em cada nova canção


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(A caminho da serra, a saudade do mar...)


25 de setembro de 2008

lAg0

As minhas lágrimas pertencem ao lago que a minha alma transborda. Eu apenas vagueio por mim...

24 de setembro de 2008

m0mEnTo (12 pAlAvRaS)


Queria falar-te da embriaguez. Da tontura dos silêncios à volta de mim. Dos sonhos todos à solta. Do rio que nos fortalece a solidão. Dos cantos do desejo. Do teu olhar. Penetrante. Perto do meu. Queria falar-te da viagem. Da caminhada livre das paixões. Do regaço e da lareira. Do sussuro. Fica comigo... Só mais um pouco. Queria mesmo poder falar-te. Sentir nas palavras soletradas o aroma da tua pele. Desenhar no teu corpo um manto de verso. É o que te posso dar...

22 de setembro de 2008

oUt0n0dEnÓs

Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu? Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu?Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu? Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu? Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu? Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu? Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu? Outono em nós. Chave que perpetua a lágrima nocturna. Junto ao degrau da pele. Demasiadamente perto de todas as tremideiras. As do choro compulsivo e silencioso. As da esperança. Do regaço. Do frio. Embriagadamente. Onde está o tranquilo verso que nas palavras reflecte o toque? Onde está o horizonte da inquietação que nos dá as paisagens? Onde estou eu?
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Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?---Onde estou eu?

21 de setembro de 2008

cAdACaNçÃoCaRrEgAdEsEj0


Leve no alto de cada olhar se encontra talvez o sentido das interrogações. São as notas daquela canção com que nos entretínhamos praia fora... São as memórias carregadas do tempo... dos sonhos... da incrível inquietação que nos assalta a todo o momento. Leve no alto de cada olhar se aconchega o meu calor. Entre os aromas da tua pele. O fogo deste desejo ardente. Fogueira que na corrente dos dias nos reflecte a corrente de nós... invisível... dolor.

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...