O meu coração é azul quando sorri, vermelho porque existe, branco de ser. O meu coração canta ao amanhecer. O meu coração tem um mar dentro, um rio nos olhos, o céu infinito. O meu coração também é grito. O meu coração sorri pela manhã, abraça nos segundos de ti, chora a saudade. O meu coração rompe a verdade. O meu coração é lindo! Apaixonado. Um eterno poema aberto na nossa casa. O meu coração não se atrasa. O meu coração cheira a nós, tem o sabor dos beijos, uma cor que nunca se perdeu. O meu coração é teu!
30 de junho de 2014
27 de junho de 2014
fAz-MeFaLtA
Faz-me falta a lágrima, cada minuto da memória adormecida. Faz-me falta o pequeno lugar onde a maré se encontra com o tempo. Faz-me falta o sorriso envolto nas mãos grossas de mãe. Faz-me falta o verso no vento. Faz-me falta a porta aberta, a janela sempre pronta a pintar as cores do mundo e a gargalhar. Faz-me falta a respiração. Faz-me falta o encontro. Faz-me falta o rio. Todas as palavras perdidas por aí. Faz-me falta a saudade. Faz-me falta o pedaço da tua pele e os cheiros. O toque com que sentia a tua presença. Fazes-me falta.
17 de junho de 2014
aBrAç0NaPeQuEnApAnTeRa
Pequena Pantera, por onde andas?
Pelos caminhos do coração.
Pequena Pantera, que fazes?
Vivo.
Porque vives, só, Pequena Pantera?
Porque preciso.
E depois?
E depois, talvez ame.
E depois?
E depois é tudo, Pequeno Príncipe. Já sabes...
Não consegues fazer as duas coisas ao mesmo tempo, Pequena Pantera?
Ainda não.
E quando vais conseguir?
Um dia...
Quando?
Um dia...
Amanhã?
Talvez...
Depois de amanhã?
Quem sabe...
Para a semana?
Provavelmente...
Não sabes, é, Pequena Pantera?
Pois... Nunca sabemos quando vamos amar. Já sabes...
Queria dar-te um abraço.
E porque não dás, Pequeno Príncipe?
Porque para isso, tens de amar.
Oh... Então pode ser!
5 de junho de 2014
rEaLl0vE
No movimento do tempo que passa
Na ternura das manhãs assim
No perfume doce de quem se abraça
Na canção, oferecida, tatuada em mim
No encanto do teu sorriso de magia
Na saudade que se semeia sem fim, sem fim...
No calor da tua pele que me guia
Na canção, oferecida, tatuada em mim
Na voz do campo em flor e profundo
Na dança solta, no vestido de cetim
Na verdadeiro amor sempre fecundo
Na canção, oferecida, tatuada em mim
No futuro que somos nós e queremos!
Na gravidez calma em tons de eterno jardim!
No muito dos beijos que se plantam no que temos!
Na canção, oferecida, tatuada em mim!
Na ternura das manhãs assim
No perfume doce de quem se abraça
Na canção, oferecida, tatuada em mim
No encanto do teu sorriso de magia
Na saudade que se semeia sem fim, sem fim...
No calor da tua pele que me guia
Na canção, oferecida, tatuada em mim
Na voz do campo em flor e profundo
Na dança solta, no vestido de cetim
Na verdadeiro amor sempre fecundo
Na canção, oferecida, tatuada em mim
No futuro que somos nós e queremos!
Na gravidez calma em tons de eterno jardim!
No muito dos beijos que se plantam no que temos!
Na canção, oferecida, tatuada em mim!
20 de maio de 2014
oTuMoRsEcReTo
Haja a morte em cada passo que dás
Haja o tempo das palavras e o tempo do que se faz
Haja a vontade de não olhar para trás
Haja o tumor secreto de tanta dor nesta paz
Haja o medo e a revolta, o grito que ecoa
Haja o sorriso perdido pelas ruas de Lisboa
Haja uma lágrima mais que tanto me magoa
Haja o tumor secreto do verso que se escreve à toa
Haja o caráter e a cegueira imparável
Haja o rosto da verdade insaciável
Haja a solidão na casa impraticável
Haja o tumor secreto numa fome instável
Haja uma chaga negra de tamanha fundura
Haja uma pele seca à espera da ternura
Haja o corpo que foge e que não se cura
Haja o tumor secreto que me consome e que dura
14 de maio de 2014
qUeRiA
Queria saber das margens deste rio
Por onde navega a minha inquietação
Queria amar-te por entre o calor e o frio
De nunca saber do tempo do teu coração
Queria encontrar uma gruta quente
Onde possa dormir sossegado
Queria também poder gritar o sangue desta gente
Sempre que me perco mais sozinho do outro lado
Queria ler-te na minha pele a ferver
À espera dos beijos da saudade bela
Queria o pequeno segredo de te ter
Longe da dor que por vezes espreita à janela
Queria...
Por onde navega a minha inquietação
Queria amar-te por entre o calor e o frio
De nunca saber do tempo do teu coração
Queria encontrar uma gruta quente
Onde possa dormir sossegado
Queria também poder gritar o sangue desta gente
Sempre que me perco mais sozinho do outro lado
Queria ler-te na minha pele a ferver
À espera dos beijos da saudade bela
Queria o pequeno segredo de te ter
Longe da dor que por vezes espreita à janela
Queria...
13 de maio de 2014
DiGo-Te
Digo-te das palavras das histórias e do aconchego
Assim, no sussurro de uma calma maré.
Deixo-me neste embalo sem saber como é
Preso a um caminhar sempre de pé
Entre a inquietação e o desassossego.
Digo-te dos poemas nos acordes doces teus
Feitos frutos e sumo de cada novo dia.
Deixo-me enamorado em terna alegria
Quente de estar, em perfeita companhia
Entre todos os ventos ainda meus.
Digo-te da hora, da voz, do olhar
Tela de estradas e encontros mil.
Deixo-me ir muito mais além de abril
Sentir que existe em nós um abraço infantil
Entre o que se deu e o que está ainda por dar.
8 de maio de 2014
ÉpRaCaNtAr
Quando à janela te procuro
Quando me faço para além do muro
É pra cantar
Mas se fico preso a mim
Em chagas muitas, sem fim
É pra cantar
Cantar como quem respira o mundo
Como quem mergulha no seu maior fundo
E se pergunta o que se faz
Se uma flor de amor
Se um grito de dor
Ou na guerra fazer a paz...
Quando no jardim te encontro só
Quando tudo é bem mais que pó
É pra cantar
Mas se tenho a energia
De fazer da noite o dia
É pra cantar
Cantar como quem respira o mundo...
Quando morro mais um bocado
Quando já não te sinto a meu lado
É pra cantar
Mas se me deixo entreter
Pelo sonho de te querer
É pra cantar
Cantar como quem respira o mundo...
oLhArEnÃoVeR
Trago dentro uma solidão
Feita de tanto de ti ou talvez não
Feita de mim ou talvez sim
Um caminho preso ao meu próprio cordão
Uma corrente veia que corre assim
Uma dor de amor
Solidão...
Trago dentro um desejo
De querer perder-me no teu beijo
Ao mesmo tempo que respiro
Um doce abraço em cada suspiro
Que me traz de volta e sem fugir
Porque o meu corpo anda a pedir
Aquele tempo fresco que já mal vejo
Sim!
Aquele em que tudo era beijo...
Trago dentro algum vazio
Como se ardesse de tanto frio
Ou me queimasse simplesmente
Ao arrepio de um sonho em frente
Que se vai deixando moribundo e calado
Cansado,
Parado,
De se sentir sempre do outro lado
De se sentir sempre do outro lado
Perdido entre palavras ditas em vão...
Porque
... o vazio
... o desejo
... o amor
Existem-me dentro da solidão.
6 de maio de 2014
qUe
Que da corrente resiste a viagem
Que da viagem se faz novo amor
Que o amor nunca é de passagem
Que da passagem vou para onde for
Que do rio navego em sonhos loucos
Que dos sonhos se morre em cada desilusão
Que da desilusão sobram gestos poucos
Que dos gestos se esquece o coração
Que do poema tropeça esta vida
Que da vida mal sei da sua margem
Que da margem existem sempre uma saída
29 de abril de 2014
lEnGaLeNgAdEfIcAr
Meu Amor,
Da vida, este suspiro de saudade em aroma de nós,
Do tempo, um arrepio quando estamos sós
Uma dor até...
Meu amor,
Dos meus passos, a certeza dos sorrisos em magia
Do leito, o eterno dançar da poesia
Uma maré...
Meu amor,
Do corredor, a casa e a inquieta chegada
Do toque, aquela sede que vale tudo e não vale nada
O chão!
Meu amor,
De mim, que sou teu e que te chamo a toda a hora
De ti, que és minha e que teimas em ser fruto que demora
O nosso coração!
E nesta lengalengapoemacantigaetudoomais ficaMos. Amo-te.
Da vida, este suspiro de saudade em aroma de nós,
Do tempo, um arrepio quando estamos sós
Uma dor até...
Meu amor,
Dos meus passos, a certeza dos sorrisos em magia
Do leito, o eterno dançar da poesia
Uma maré...
Meu amor,
Do corredor, a casa e a inquieta chegada
Do toque, aquela sede que vale tudo e não vale nada
O chão!
Meu amor,
De mim, que sou teu e que te chamo a toda a hora
De ti, que és minha e que teimas em ser fruto que demora
O nosso coração!
E nesta lengalengapoemacantigaetudoomais ficaMos. Amo-te.
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