18 de junho de 2008

tRoPeÇã0

Não sei andar devagar. Não quero andar devagar. Corro. E morro nesta inquietação em que cada minuto é bem mais longo que todos os dias do mundo... E depois salto e grito e fujo e nem sei quem sou. Volto-me nos reflexos do espelho que não quero ver. Não sei quem sou. Por onde vou. O que vou... fazer se um dia me descobrir? Não sei andar devagar. Não quero andar devagar. Corro. E morro nesta inquietação em que cada minuto é bem mais longo que todos os dias do mundo... E depois salto e grito e fujo e nem sei quem sou. Volto-me nos reflexos do espelho que não quero ver. Não sei quem sou. Por onde vou. O que vou... fazer se um dia me descobrir?

8 comentários:

Maria disse...

Vais continuar a ser exactamente como és...
(digo eu...)
É uma bela reflexão sobre um eventual tropeção...

Um beijo, Pedro
Boa noite.

Azul disse...

Bom dia Pedro!

Há momentos assim na nossa vida. Há momentos em que que sabemos quem somos, nem o que queremos.

Mas tenho para mim que estes tropeções são importantes em nós e na nossa vida: ajudam-nos a crescer e a ser melhores.

Um beijo e um sentido abraço
Azul

Paula Raposo disse...

Fantástico!! Sinto o mesmo. Agradeço-te as amáveis palavras que me deixaste e que ainda nos unem. Beijos.

tufa tau disse...

olhei-me sem me reconhecer. sem correr. devagar. longos e vagos minutos. acabei por sorrir. não sei para onde vou ou por onde, mas o sorriso denunciou-me. descobri uma face de mim.


penso que até para nós temos segredos por desvendar, pedro!
por vezes surpreendemo-nos tanto ou mais do que nos surpreendem a nós. e é tão bom saltar, gritar, fugir... mas será que algum dia nos encontramos totalmente?

Lyra disse...

Andar É descobrir! E quando chegares ao fim desse caminho que agora percorrer e te descobrires, sentir-te-às bem mais rico.

Beijinhos e até breve.

;O)

f@ disse...

Bem mais longo é o dia sem esta "travessia" de areias nas dunas com o mar ao fundo e o "horizonte" tb....
beijinhos das nuvens

AnaMar (pseudónimo) disse...

Porque encontrei aqui o que sinto e estou demasiado trôpega para o dizer em novas palavras, levo-te o texto emprestado, para o meu blog...
Bj

Donagata disse...

Gostei tanto! Se calhar porque todos nós, em algum momento, nos sentimos assim. Apenas o não sabemos dizer desta forma. Parabéns.

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...