23 de junho de 2008
22 de junho de 2008
SiLêNcIoII
Calam-se os versos por dentro do pensamento. As memórias devoram-se na faísca do futuro. Em silêncio. Apenas. Em cada grito exaltante que do interior da montanha se evapora na explosão dos olhares. Rasgando todos os minutos em que sem palavras todos os vocábulos do Universo se tornam vulgares. E mais nada acontece. Porque tudo o que se dá é demasiado...
20 de junho de 2008
18 de junho de 2008
aNtE
O meu peito treme por um instante
Minha voz ecoa sempre mais adiante
Os meus versos, em poeta errante
Só porque um dia ao nascer ousei amar
...
Rompo cada silêncio sem parar
Que o meu sangue ferve e é constante
A inquietação rouca e possante
O medo louco e distante
Só porque um dia ao nascer ousei amar
...
Fujo de mim na lembrança e no lar
Nas feridas minhas, do assalto amante
Na praia perdida demasiado asfixiante
No vazio da noite, no entre e no durante
Só porque um dia ao nascer ousei amar
tRoPeÇã0
Não sei andar devagar. Não quero andar devagar. Corro. E morro nesta inquietação em que cada minuto é bem mais longo que todos os dias do mundo... E depois salto e grito e fujo e nem sei quem sou. Volto-me nos reflexos do espelho que não quero ver. Não sei quem sou. Por onde vou. O que vou... fazer se um dia me descobrir?
Não sei andar devagar. Não quero andar devagar. Corro. E morro nesta inquietação em que cada minuto é bem mais longo que todos os dias do mundo... E depois salto e grito e fujo e nem sei quem sou. Volto-me nos reflexos do espelho que não quero ver. Não sei quem sou. Por onde vou. O que vou... fazer se um dia me descobrir?
16 de junho de 2008
cAmPa
Abrigo agridoce de sonhos e ventos
Solavancos fortes e tormentos
Que amordaçam os soluços da saudade
Vomito a chuva nos reflexos dos dias
Aconchego os punhos na luta da paixão
Marés de fogo, pinhas e carvão
Que me levam de mim, florestas de melancolias
Fado-me nas viagens de tanto te cantar
Sem saber da dor cruel do regresso
Por entre o sabor de cada palavra mais que peço
Só para nunca morrer, a um novo acordar!
13 de junho de 2008
sErMaIsAlTo?
11 de junho de 2008
oChEiRoDaIlHa
Cantar na rouquidão do caminho
Abraço cada fonte da história que faço
Por entre os beijos em verde pinho
.
De mão dada em luta e marcha, no sonho ou na avenida
Percorro-te no calor da cumplicidade
Abraço cada palavra que cobre a ferida
Para renascer de novo, para toda a eternidade
.
Força em nós, no poder do punho fechado
Que se eleva aos céus em forte corrente
Abraço até a solidão de não estar calado
Para não morrer ao acordar, para não fingir o que se mente
10 de junho de 2008
n0iTe
7 de junho de 2008
tEr
Percorro cada pedra do caminho
Em palavras que nos unem vida fora
Queria poder sair de mansinho
Sem nunca ter de me ir embora
Deixar um pedaço da minha rouquidão
Para se ecoar para sempre no teu olhar
Saber do poeta, do amante e do irmão
Que um dia ousou morrer e acordar
Quantos é que nós seremos afinal?
No apeadeiro de uma nova viagem
No segredo de um eterno terminal
No passo dado à passagem
Quantos é que querem ficar outra vez?
Na inquietação fervente e dolorosa
Do começo, da fonte, do fado português
Da fragilidade da mariposa
Percorro cada pedra deste caminho nosso
Sem saber do regresso
Minha alma pesada e não sei se posso
Conseguir-me tudo o que a mim peço
2 de junho de 2008
rAsGo

Sacudo de mim cada palavra que em gesto me transborda. Rompo por dentro de mim mais um lábio mordido, uma lágrima solta de encontro à minha tontura de tanto ter e nada ter! Quero atirar-me contra uma parede e deixar essa marca da fúria a escorrer-me no rosto e no cansaço. Rogar a rouquidão de tamanho fogo que se esvai em cada volta. Tempestadamente criar de novo a ternura e quem sabe poder abraçar. Ou então perder-me no aconchego do tranquilo manto estendido sobre cada verso que te dou. Sem saber que nunca mais o tempo me servirá a paz. Porque morro todos os dias em mim. No acordar fernético dos embalos, dos gritos, dos saltos, dos perturbantes soluços que me pintam a criação. Esta maldita seita que não me larga! Puta de merda!!!!
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