
Se na saudade o meu peito se gasta
Se os caminhos pesam nos pés
Os olhos nus, vinho uva e casta
Na vindima de tudo o que para mim és
Se no silêncio tudo turva e afasta
Canto puro na respiração das marés
As mãos em sangue, sargaço concha que arrasta
As palavras por dentro do convés
Navego solto e sem receio
Em viagem eterna nada mais que importe
Volto a rir, no choro fogo por inteiro
Que me atira mais um dia para a morte






