30 de maio de 2016

bRuMa2

Hoje nada do que dissesse ou fizesse o iria fazer sorrir. Tentou saltar, mas o medo da queda colou-o ao chão. Quis gritar, mas a voz entaramelou-se. Pediu socorro, mas ninguém parou. Até chorou abandonado, mas a cidade não parou. Então, sem saída, resolveu vestir-se.

29 de maio de 2016

bRuMa1

Rodeando o seu próprio copo de cachaça, o Vagabundo nem sequer se permitia à vertigem. Ia esvaziando o tempo. Correndo por entre espaços sem nada e sem história. Já não sentia o cheiro do queijo ou o sabor do vinho ou as gargalhadas do "porra". Apenas o copo de cachaça. Sem cachaça. Ainda a ferver da dor deixada. Ainda brilhante dos tempos de liberdade. O Vagabundo está a morrer.

UmDiA

Um dia... Ao abrires a cama sentirás um frio estranho. Um vazio muito maior que o meu tamanho E nada sobrará a não ser passado... ...