29 de novembro de 2008

eSt0uApEnAs

Estou longe. Perto demais de uma pequena caverna aquecida e escura. Onde me perco nas vozes da poesia. Sento-me junto a um fogo que do meu já me canso. Acendo lágrimas narradas de histórias sem fim. Calo-me. Estou longe. Apenas me apetece o grito. Um infindável e tremendo ronco de dentro que ecoa por toda a parte. Em avalanches de pele. Na inquietude dos passos. Tenho saudades. Onde está o manto areal construído pelas brisas que outrora me iluminavam o sorriso? Quero o regresso. Impaciente volta em torno deste caminho. Estou longe. Pouso em mim para descansar. E desejo que me venhas oferecer um canto de ninar...
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Fotografia de quem de dentro da caverna sabe ler nos meus olhos.

28 de novembro de 2008

sEmPrEmArIa


Queria fazer uma roda
Do tamanho do teu coração
Cantar-te de uma só vez
Pintada numa canção


Queria o poema, a ilha
Essa maré do teu olhar
Saber-te sempre assim
Mesmo quando não te consiga cantar


Queria o sempre, em todos os nós
Os que juntam, sombra, abrigo e corrente
Nos passos de cada abraço
Que nos cabe no peito em cheiro de gente


Queria tanto! Sufoco no vazio
De não largar esse grito
Com que te pintava hoje
De dentro de mim até ao infinito!

26 de novembro de 2008

b0mDiA!


Solto. Sempre solto neste abraço eterno.
Quente. Muito quente no aconchego da pele.
Forte. Tão forte que me rompe o olhar e as mãos.
Sereno. Na tranquila madrugada ao Sol.
Profundo. De dentro dos impulsos.
Frontal. Em direcção às janelas que nos abrem paisagens.
Eu. Assim.

24 de novembro de 2008

lÁpIdE

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Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
v
e
r
d
a
d
e
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tRaVaViDaS

Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.
Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.Andamos quase sempre nessa maré entre o refúgio e o abraço.

23 de novembro de 2008

eMbRiAgUêS


Abre-se-me um rio no peito aberto
A noite afaga-me a pele e o olhar
O silêncio mantém-me assim, demasiadamente perto
Embalo-me embriagado, deixo-me cansar


Rebolo-me em lágrimas e emoções de viver
Em palavras e ternuras e beijos e mais tudo e saudades
Corrente de mim sempre em turbilhão
Marés sonhos fomes saltos medo de te perder
Cantigas risos mãos passos fogo e tempestades
Que de tudo sou eu em fonte de inquietação


Abre-se-me um rio simplesmente
Que ao abrir logo nasce, corre e desagua
Por entre as margens feitas do abraço quente
De me fazer teu e de me fazeres tua



20 de novembro de 2008

rUíNa



Voltarei talvez na próxima onda

Secam-me os dedos de tanto navegar

Já não tenho a poesia nem o ar

Sufoco em mim. Não há nada que me esconda

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Queria o teu beijo, o teu abraço

Um sossego aberto na liberdade

Já não suporto a tortura da verdade

Carrego em mim esta vertigem do cansaço

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Pedir-te uma cantiga de ninar

Uma pele em torno do nó no peito

Uma janela de um sonho longe e desfeito

Já não sei dos meus passos ao andar

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Levo-me sem tempo e sem destino

Na saudade de um novo regresso

Nem um adeus a mais te peço

Já não sou homem nem menino...

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A fotografia foi-me oferecida por uma amiga. O texto não a merece...

18 de novembro de 2008

2 ANOS!!!

DaSpAlAvRaSqUeNoSuNeM
Por cá me vou encontrando Nas palavras de nos unirDo sonho que temos a nosso mandoSó mesmo verso, amor e porvirPara nos deixar viver mais um poucoQue de tanto gritar me sinto roucoQue de tanto cantar me deixo loucoQue de tanto existir vou caindo mouco...Por cá nos vamos tendoDas palavras de andar à derivaNa procura de nós, na tortura de ir sendoVersos simplesmente de dor cativaSó mesmo agora o tempo se enterraSó mesmo na hora de tudo que encerraNo céu, no mar e na terraNo vento da paz, no fogo da guerra...






18 de Novembro de 2006

16 de novembro de 2008

sAuDaDe


Solto apenas uma respiração moribunda na tempestade de lágrimas que no meu cansaço as memórias me reflectem. Canto a rouquidão inquieta destas veias sufocadas. Quero hoje sossego. Ir-me embora para sempre. Cair deste precipício que em mim se esgota e se renova como uma maré que vai comendo a praia. Onde está o ar puro? O beijo que faltou? O rumo das planícies? O som das azeitonas? O Norte. O Sul. Volto-me no meu leito pelos trilhos que me vão consumindo. Por isso só consigo desmaiar.

15 de novembro de 2008

oSiLêNcIoDoGrIt0


Grita-me o teu silêncio junto ao coração

Percorre-me as mãos com esse sangue fervente

Respira-te todos os poros de cada canção

A luta da vida e do caminhar prudente

Grita-me o teu silêncio sentada na areia

Pela maresia de tanto nos encher

Como se fossemos a maré cheia

Onde cada lágrima se vai esconder

Grita-me, só. O fervor de ti nesse grito

O sabor de quem ri quando fala

Sei-te junto a cada verso aflito

Onde nem o silêncio do grito se cala

12 de novembro de 2008

vArReRaMeMóRiA

Varrer a memória em correntes de dor.
Alastrar sangue e lágrimas em cada passo pesado.
Falta de ar, rouquidão e fado
Nas frinchas da solidão que conheces de cor...
Tingir a fome em versos de passado.
Fermentar a pele seca de tanto terror.
Raiva e ternura, num gesto ao andor
De quem tudo esquece, peneroso e cansado...

Cada história, uma nova miséria vã.
Tudo é falso, por entre as promessas.
Sabes tu, sei eu, tribuna de honra da manhã
Que se faz mais longe que a noite em que regressas...

Cala-te! Deixa o silêncio ferir e matar!
Vai, nem olhes de novo que os meus olhos são punhais
Com que um dia me quiseste agarrar
Sem saber de onde vens nem para onde vais!
Fica no perfume da tua inquietação
De pintar paisagens e corpos sempre com o mesmo sabor.
Deixo-me só, perto de mais uma inútil paixão
Só quero varrer a memória em correntes de dor...

11 de novembro de 2008

rEpEtIçÃo

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Serei o fruto silvestre que rompe todas as distâncias. Que chega ao profundo olhar da interrogação. Que se despeja por entre o suor de cada passo trémulo. Que percorre demasiadas estradas. Que se enrola dentro de cada palavra. Para de novo ser. Fruto Silvestre.
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27 de Outubro de 2007

9 de novembro de 2008

sAnGuEs0lTo

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Se na liberdade do voo rasante
Nos areais do peito aberto
Tudo é longe e tudo é perto
Tudo é aqui, demasiadamente distante...
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Se no amor que te queima a vida
O tempo e o ventre assim incerto
Rasgas o sangue em ti liberto
De quereres nascer de novo à despedida
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Se na inquietação, fogueira de ti
Onde voltas das caminhadas do deserto
Desse silêncio cru de um grito a descoberto
Onde descansas talvez as palavras por aí
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6 de novembro de 2008

aÇo

Da semente de tudo germinar
Ergue-se a minha voz quente
Na rouquidão de te cantar
Na lágrima que se sente
No pedaço da mão por abraçar
No bater do coração prudente
Da semente de tudo germinar
Caminho a eito praia fora
Passo seguro entre o respirar
Fogo de amor que se demora
Rasgo da pele que se abre ao acordar
Viagem de volta e de ir embora
Nascente de novo no meu olhar
Nos beijos eternos da inquietação
Sabe-me bem este regressar
Perto de mais da paixão!

4 de novembro de 2008

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Sento-me à beira da história. De danças cantos medos mistérios cansaços amores fugas risos quedas gritos fomes jornadas sonhos lutas viagens paisagens descansos saltos buscas encontros traições choros dúvidas travessias refeições desertos abraços mesas fogos janelas beijos vozes palavras cores escuros rumos passos mãos desejos partituras areais areais areais areais areais...

Sento-me à beira da história. No teu colo.

3 de novembro de 2008

gRiTo-Me


Sosseguem-me os olhos nas esquinas das histórias!

Perdoem-me as raivas perdidas nas memórias!

Levantai-me! Pintai de novo a poesia!

Digam-me: andarão os abraços na ventania?!!

Fechem-se as janelas!

Curvem-se os sussuros das vielas!

Levantai-me! Pousai-me nos areais da ondulação!

Digam-me: qual o tamanho do coração?

Digam-me que sou pequenino,

Fabricante de paixões,

Andarilho aos tropeções,

Sangue, fome, vómito ou destino...

Fogueira gelada ou menino,

Cantiga enganada ou jardim...

Digam-me: posso caminhar seguro

Desejar que o rio seja puro

Cair-me só perto do fim?

Turvem-se as águas do mato!

O uniforme suado ao desbarato!

Levantai-me! Atiraram-me por terra!

Digam-me: qual a cor desta guerra?

Calem-me! Abafem-me o punho fechado!

Levem-me daqui! Soltem-me em qualquer lado!

Levantai-me! Que sufoco só de olhar!

Digam-me: vale a pena voltar a amar?

Digam-me que sou canibal,

Feio, porco e demasiadamente repetido,

Fermento podre e perdido

No meio de um mundo vazio e banal...

Semente descascada, dor forte e visceral...

Voz de monstro ou simples calor

Digam-me: de que me vale este passo triste

De vertigem que em mim ainda resiste

Porto de viagem ou campa sem flor?

2 de novembro de 2008

sEgUnDo

Num segundo apenas, o tempo inteiro!
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Inteiro, o segundo apenas, o tempo!
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O tempo num segundo inteiro apenas!
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Apenas o tempo inteiro num segundo!

1 de novembro de 2008

sEmDeStIn0

Vou-me esvaziando com o dilúvio das lágrimas e dos silêncios. Inundado por mim mesmo. Afogado em mim. Em mim...

UmDiA

Um dia... Ao abrires a cama sentirás um frio estranho. Um vazio muito maior que o meu tamanho E nada sobrará a não ser passado... ...