29 de abril de 2008

mAiSuMaFl0r


Se uma flor apenas

Fosse maior que um beijo

Mandava fazer um jardim.

Depois enviava-te a morada

E mesmo dentro do teu cansaço

Talvez pudesses lá passar...


27 de abril de 2008

oSrEsToSd0mEuAbRiGo


Por dentro do anoitecer encontro os restos do meu abrigo. Entreabro as janelas em direcção aos teus olhos por entre a saudade. Arrisco um beijo mais. À espera de tudo o que se alcança em nós. Nos restos do meu abrigo...

25 de abril de 2008

rEsPiRaÇã0


A liberdade é uma lareira sempre acesa

Morde-me a alma e não me deixa dormir

Sempre atenta, sempre certeza

Nas armas que teimamos fazer ouvir

Na inquietação sedenta da nossa voz

Que nos revolta e não nos deixa ficar sós.

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Não calemos o passado!
Não nos deixemos enganar pelo presente!
Se estamos vivos temos que o merecer.

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25 de Abril sempre!

22 de abril de 2008

eNiGmA


Nunca te direi o tanto que por enquanto ainda me tento por te tentar ainda. Como talvez se calhar um dia de noite tudo voltará ao nunca que foi quem sabe aquele momento em que tudo nem sequer começou. Porque de tanto pouco em mim de ti por entre nós nada se desfez e tudo se revoltou. Outra vez por dentro do que de nós acontece. Nas margens do verso que se tece.


------- derivações de palavras por entre um abraço -------


21 de abril de 2008

v0z


Recordo o tempo em que a minha voz se levantava em direcção às mãos. Tocava suave no dedilhar da viola e pedia que cantasse. Que deixasse no vento a Charamba ou que da Lira se fizesse mar. Recordo o tempo em que um simples olhar me bastava para cantar. Para o desejo de cantar. Lembro-me dos rios saídos de ti a cada rouquidão do Sol que nascia sempre na nossa noite. E foi sempre assim. Com os Açores perto demais de tão longe que era... Para hoje se poder recordar em torno de mais uma fogueira cheia de mãos e olhares atentos. Recordo-vos nesse tempo que espero outra vez... Para poder atingir de novo a foz da existência na corrente de voltar a nascer. Cantemos!



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Estarei no Largo do Carmo na noite de 24 de Abril. Para elevar a minha voz de tanto cravo estragado por aí. Voltarei, então. Cantemos!______________________________________

pAsSo


Se o meu beijo pudesse entrar na tua cama amanhã seria nunca...

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27 de Dezembro de 2006









19 de abril de 2008

n0rTe

Pelas arribas de encontro ao marUma dor se estende. Forte. Em memórias de desaguarNas lágrimas que ninguém entende.Pelas fomes de tanta rouquidãoUma onda aparece.Furtiva. Em sangue de ódio e paixãoNo verso que ninguém esquece.Pela morte que nos respira a dorUm sossego transpira.Crente. Em inquietas marés em redorDe tudo o que em nós expira.

17 de abril de 2008

pEdAç0aPeDaÇo


Sempre que a morte me abraça

Pergunto-me onde mora o destino.

Por onde se perdem os passos,

Os ramos fortificados dos cansaços,

As memórias do sangue clandestino.

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Sempre que a morte me abraça

Mais um pouco de mim passa...

15 de abril de 2008

mÃoS

Para lá de todos os passados sei que haverá um futuro por onde as esperas me servirão de abrigo. Porque as cortinas se deixaram cair como lágrimas em torno do caule dos corpos sedentos. Porque nas esquinas há sempre uma palavra para nos surpreender.
Porque em torno de nós existem as nossas mãos.

13 de abril de 2008

vEm

De que vale o céu sem as viagens? De que nos serve o respirar sem o olhar? Estamos vivos. Por entre todas as perdas. De cada vez que soubermos ficar. Na rouquidão dos gritos e das pastagens. Perto de cada memória. De cada futuro. Que nos serve de janela e de muro. Em nós.
Em ti.

10 de abril de 2008

fEt0

Deixa-me ficar só. Em silenciosos gritos do meu feto corpo ensanguentado por entre cada capítulo da memória onde tu apareces e desapareces como uma nuvem ou onda ou simplesmente poeira. Para sempre. Deixa-me ficar só. Quero ter-te na plenitude do verso. No roncar sufocante dos passos em torno da mesma viagem. Na morte anunciada dos fogos que nos acendem a alma. E as janelas abertas... Deixa-me ficar só. Na contemplação de cada fragmento de mim. Deste mim cansado de tanta solidão...

9 de abril de 2008

aDoR


Volto-me de novo por entre os silêncios em busca das pisadas sólidas dos sonhos. Carrego em mim o peso da memória. O sangue das lágrimas pousadas em cada folha da paisagem. No precipício que nos cobre os versos. Em poetas perdidamente adormecidos em si.

8 de abril de 2008

eMfReNtE

E se me repetisse desalmadamente, desmesuradamente, loucamente, eternamente, perigosamente, sabiamente, medrosamente, cruelmente, eficazmente, cansativamente, esporadicamente, serenamente, inquietantemente, intensamente, desejosamente, calmamente, simplesmente, abertamente, furtuitamente, fatalmente, sofregamente, sentimentalmente, longamente, frontalmente, perdidamente, poeticamente, constantemente, correntemente, secamente, freneticamente, estouvadamente, plenamente, subitamente, completamente, satisfatoriamente, antigamente, vagarosamente, açucaradamente, sentimentalmente, cientificamente, amorosamente, desejosamente, prudentemente, friamente, pausadamente, quente... mente... empalavrasquenosunemporentrecadapartidaecadachegadaemtornodetodososgritosdemecravarapele?

5 de abril de 2008

rAmPa


De nada a minha loucura será paciência.


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27 de Abril de 2007

aOsAb0rDoSeNc0nTr0s


Ir. Em direcção a cada memória. No futuro que nos banha os sonhos. Por entre os labirintos dos segredos que fazemos nascer em cada palavra. Nos aromas das mãos. Junto ao espelho do olhar que se inclina para a frente. Para esse caminho por onde vamos. Tu. Eu. Ele. Ela. Nós. Vós. Eles. Ir. Seguramente. Ao sabor dos encontros.

4 de abril de 2008

s0bRa

Sei que um dia os meus passos se calarão no caminho. Que a calçada nunca mais me seguriá os sonhos. Que a minha respiração será a vertigem com que me aconchego perante a saudade.
Sei que um dia me faltarão as palavras. E os rios serão finalmente o leito onde repousarão as lágrimas...

2 de abril de 2008

vEzEsSeMc0nTa

Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no percipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no percipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...Sabes, amor, de cada vez que um verso me assaltaO meu corpo treme de novoAgarro-me a cada palavra e não me demovoPorque tudo aconchego e me faz faltaNão sei das virtudes da poesiaNem do vento que em mim correMato-me por dentro a cada minuto que morreNa entrega que dos meus dedos irradiaFalho-me. Desmaio no precipício de escreverSem o perdão dos caminhosE depois, adormeço-me nos carinhosQue em ti fiz renascerPerco-me. Encarvo em mim cada lágrima pesadaSofro, só porque existoCanso-me, mas nunca desistoSou o destinho da carne cansadaA fome da viagem tomadaO sumo da cor emancipadaSó por ti. Que me dizes tantoPoeta da terra molhadaFértil da gravidez anunciadaQue me levará sem encanto...

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...