29 de junho de 2013

AbRe-SeAvIdAa0fUtUr0


Respira o amor nos meus olhos
Sorridentes no desenho do teu corpo
Plaina este abraço sobre o tempo
Canta esta saudade em tom mais maduro
E abre-se a vida ao futuro!

Caminho florido no leito amante
Sussurros de paixão e desejo bom
O céu, todo, manto da paixão de estar
A alma, porto de sonhos em reflexo puro
E abre-se a vida ao futuro!

Escrevo cada aroma deste suspiro
Cada fragilidade, rente a mim e a ti
A casa é este coração potente
Que em nós se faz, forte e seguro
E abre-se a vida ao futuro!

22 de junho de 2013

19 de junho de 2013

FeLiCiDaDe

Lembram-me os teus pés à beira das ondas. As lágrimas de emoção e o tempo a fazer-se magia. Na respiração da minha pele. No sorriso que se fez sol.

17 de junho de 2013

oLh0s

Cada viagem, perto de mim, dentro de mim. Existo no percurso exato dos meus sonhos e medos. Das inquietas paisagens em mantos de ternura. Nada quero com a raiva. Os meus olhos são da forma do meu coração.

16 de junho de 2013

SoBe0cÉuNoMeUpEiTo

Sobe o céu no meu peito
No embalo de um grito de amor
E o sol sorri à passagem dos amantes
Cantando melodias em tom de flor

Nasce um jardim colorido
De cheiros de pele dançando no leito
Tudo somos neste momento que para
Quando o céu sobe no meu peito!

8 de junho de 2013

FaLtA(s)-Me

Falta-me o poema, o canteiro e o fundo do caminho
Falta-me a voz, o silêncio e o vizinho
Talvez um anúncio de solidão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

Falta-me a cor, a janela e o sangue do mar
Falta-me o teu abraço, a tua voz, que só tu sabes dar
Talvez um toque de espera na escuridão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

Falta-me aquela palavra, rima e cachaça
Falta-me o sorriso forte, a bailarina e o vagabundo que passa
Talvez um tempo na sua imensidão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

Falta-me o riso, o punho e a merenda
Falta-me a pintura, a viola e até a agenda
Talvez apenas um soluço na rouquidão
Se esteja a perpetuar no meu coração...

4 de junho de 2013

eNc0nTr0

"Abraça-me...", pediu-lhe o vagabundo, meio a medo, meio embriagado ainda da solidão que se fazia sentir. "Vem!", sorriu-lhe a bailarina, no seu olhar fresco e brilhante de um sorriso de vida. Então o pobre vagabundo (todos os vagabundos são pobres...), afastou as suas roupas deitadas no chão, deixou cair mais uma lágrima sobre o chão fresco e caminhou em direção ao infinito.

2 de junho de 2013

dEs0rIz0nTe

Nesta luz que respiramos junto ao mar
Silêncios e distâncias nos meus passos
E as ondas, chorosas, gritam ao desaguar
Uma dor amarrada aos meus cansaços...

Vagueiam intranquilas no seu pesar
De pele já seca de tantos abraços
E o sangue que corre sem parar
Desfaz-se em fumo e pedaços...

A vida, assim no seu caminhar
Sem a ternura dos espaços
Não vale o seu lugar.
Não merece os seus regaços...

UmDiA

Um dia fujo do mundo Solto o corpo na maré ou no vento E choro. Um dia, talvez amanhã, Acorde de novo sem saber Se o tempo está feito o...