Se um dia perder a madrugada
Na procura da noite silenciosamente
Talvez morra um pouco da minha estrada
Que se construiu no futuro do presente
Talvez entregue a vida ao poema demente
Só para acreditar que do tudo não resta nada...
Se um dia calar o meu grito de assim amar
Na inquietação onde florescem telas e cores
Talvez adormeça a mordaça do meu caminhar
Asfixiado em alegrias e odores
Talvez acorrente sonhos e horrores
Só para finalmente saber acordar...
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