21 de setembro de 2015

mIgRaDo

Serve o nome cravado na testa para entrar na grande cidade. Serve o cheiro podre e o ar desgraçado. Servem os bolsos rotos. Serve a barba selvagem. As unhas disformes. Serve o olhar cruel. Serve a mão pesada e rude. Serve até a voz assustadora. Servem os sonhos?

1 comentário:

Maria disse...

Não!
Mas sim, os sonhos servirão sempre para continuarmos a respirar.
Abraço-te.

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...