Quando a noite se pôs e o silêncio cobriu as águas, os dois amantes
surgiram sorridentes. Finalmente o mundo todo se transformou em nada,
afinal o tudo que precisavam para existir. A Lagoa, essa, serve de
espelho aos olhares dos que não querem desperdiçar a vida...
5 de fevereiro de 2016
1 de fevereiro de 2016
TaLvEz
Talvez seja assim a vida inteira: nunca se saber o tempo justo e a hora certeira. Por isso o amor é um frágil aperto à procura de encontrar o seu leito incerto...
25 de janeiro de 2016
dEsTeChÃo
Deste chão nosso pisado. As almas embriagadas da vida. Sei do sonho e do fado. Não sei da ventania perdida. Deste chão nosso cansado. O eco de dentro além. Sei do sangue brilhante e rasgado. Não sei do que ainda mal vem. Deste chão nosso dançante. As ausências e as saudades outra vez. Sei do tempo solitário e amante. Não sei de nada, nem de mim, talvez. Chão nosso agora. Gritos em abraços de ir e estar. Sei da memória que fica e se demora. Não sei do fogo que me arde sem parar. É assim, este chão nosso terra. Um forte oceano de energia limpa e clara. Por isso tudo o que sei e não sei se baralha e encerra. O tudo que o meu corpo diz em história rara.
19 de dezembro de 2015
9 de novembro de 2015
BuRaCo
Como nesse dia em que me deitei ao mar e tu te deixaste secar em lágrimas. A minha vida navegou pelas ondas dispersas e livres. O meu sonho fez-se marinheiro na vertigem das incertezas maiores. O Sol, no seu ritmo divino e meticuloso, fazia questão de me lembrar o passar dos tempos...
30 de outubro de 2015
AuSêNcIa

Se os meus olhos vão
Se a minha pele é essência
Carrego-te comigo seguro
Forte como uma raiz num muro
Se as minhas mãos apertam
Se os meus gritos alertam
Se o meu beijo é pura demência
Embriago-me na saudade de ti
No teu cheiro ainda aqui
Solto como a cor da tua ausência
Se os meus sonhos cantam
Se os meus dias se espantam
Se tudo é morte e existência
Choro cada minuto mais
De todo o tempo em que te vais
Solto como a cor da tua ausência
6 de outubro de 2015
LiBeRdAdE
Existem no fundo de cada história
Os maiores mistérios.
Monstros e fadas
Gnomos e palhaços
Tesouros imensos!
Basta ir.
22 de setembro de 2015
SeDuÇã0
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
21 de setembro de 2015
mIgRaDo
Serve o nome cravado na testa para entrar na grande cidade. Serve o cheiro podre e o ar desgraçado. Servem os bolsos rotos. Serve a barba selvagem. As unhas disformes. Serve o olhar cruel. Serve a mão pesada e rude. Serve até a voz assustadora. Servem os sonhos?
10 de setembro de 2015
rEs0lUçÃo
Um dia o Vagabundo resolveu adormecer e esquecer o tempo. Ficou-se pelo silêncio, pelo caos, pelo ramo, pela pedra. Nada mais lhe interessou que não fosse ficar. E porque ficando se deixou ficar encontrou a sua forma de estar.
1 de setembro de 2015
CuStA(15aGoSt0)
Custa estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa. Custa
estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa
cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa
estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa.Custa
estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa
cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa
estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa. Custa
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cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa
estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa. Custa
estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa
cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa
estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa.
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oTeMp0
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O meu regresso é um poço onde cabem muitas histórias. Um rio que leva muitos amores. Uma árvore de muitos frutos. Um mar de muitas ondas. U...
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