29 de novembro de 2006

DeSeSpEr0


Desesperado entrou em si e chorou... Vasculhou os beijos perdidos; tentou sentir


se ainda havia calor nos abraços; cantarolou uma melodia para acordar os


sonhos; deixou-se despido na espera de algo. Mas nada aconteceu. Foi então


que ela o viu e lhe disse: "Não te mexas." Tirou-lhe uma fotografia e mostrou-a


ao mundo. Aí ele levantou os olhos e viu-se. Sorriu. Porque as marcas dos


beijos ainda estavam lá; porque o corpo ainda corava do calor dos abraços;


porque os seus olhos brilhando de lágrimas dançavam os sonhos de voltar a


acreditar. "Obrigado." Ter-lhe-á dito, baixinho. Beijou-a; abraçou-a e cantou-lhe


uma cantiga pequenina. Depois continuou a viver.

5 comentários:

raquel disse...

lindo de se ver e sentir:)

minima_mente disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
raquel disse...

...e amanhã não aconteceu

Pedro Branco disse...

Amanhã somos nós. Com as nossas palavras!

joana g. disse...

mesmo bonito este. simples e sem rimar. é ao meu gosto.

joana g.

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O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...