Tanto a maré se desfez que acordámos os olhos em volta. Tanto os gritos se marcaram que os rios se espelharam na corrente solta. Tanto as palavras pousaram que se abriram as janelas. Tanto o sossego se torturou que mordemos os caminhos e as sentinelas. Os olhos voltaram na corrente solta das abertas janelas das sentinelas. E nunca mais o sonho acordou por entre eles e elas. Apenas ficou. Nas vozes e nas aguarelas.
22 de setembro de 2007
tAnTo
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oTeMp0
O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...
6 comentários:
TANTO que eu gosto de te ler, aqui.
Tanto... que fico. E volto. Sempre.
Um beijo, Pedro
da minha janela vê-se a tua
mimosas flores lhe encobrem a entrada
singelas se isoladas, frondosas todas elas
a tua janela mantem-se fechadas
como os teus olhos.
tanto sossego.
tanto sonho.
não há uma porta para essa janela.
as cortinas, opacas, escondem-te lá dentro.
abre a tua janela!
não grito.
aparecerás quando entenderes,
se entenderes.
com ou sem flores.
e nos sons
e nas cores
beijos
Há marcas inapagáveis.
Lá dis o proverbio... enfim!
Chegaram...
acordaram...
marcaram...
pousaram...
abriram...
torturaram...
acordaram...
e por fim, mataram.
Assim foram as palavras.
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