7 de maio de 2008

fIcAnDo


Nunca o brilho se deixa curvar perante o tempo. Nem o toque apodrece nas entranhas do passado. Muito menos as carícias se transformam em pó. Nada se petrificará na memória porque tudo brilha ao sabor dos espelhos e das águas. Indo e vindo. Ficando.

10 comentários:

Maria disse...

Entre o ir e o vir há um tempo de espera...
... que se esquece quando se fica...

Um beijo, Pedro

Narrador disse...

Há uma pedaço de esperança em permanecer. Sentado algures no limbo fino entre o ir e vir. Assim. Ao sabor não só dos seus espelhos, mas também dos seus reflexos...

Gabriela Rocha Martins disse...

e eu fico

sentada no teu banco

enquanto te leio


.
um beijo

Donagata disse...

Muito bom. Gostei muito de o ler.

Rosi Gouvêa disse...

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem,
os amigos devem ser amigos para sempre,
mesmo que não tenham nada em comum,
somente compartilhar as mesmas recordações.
A gente não faz amigos, reconhece-os."

Vinícius de Moraes


E é sempre muito bom passar por aqui,
meu dia fica mais alegre!

Beijos doces

isabel disse...

fica. o briho das tuas palavras.

pin gente disse...

indo e vindo eternamente, torna-se uma viagem sem fim. para ficar é preciso ser, estar, permanecer, ficar. o brilho reflectido na transparência das águas, ofusca. com o passar do tempo o sangue embacia e o coração com ele.
aos poucos deixa de bater. parado apodrece, mesmo que as carícias sejam líquidas. porque tanta coisa já se transformou em pó. uma memória lânguida do que foi, ou do que podia ter sido. e sempre, sempre uma morte anunciada.

maria josé quintela disse...

entre o ir e o vir
a memória desbota as cores

ou aviva-as
como esse banco que espera.


beijo.

CNS disse...

Nas marés das memórias

Twlwyth disse...

Mergulhando...

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...