5 de setembro de 2016

Só os caminhos revelam a passagem.
Aquela em que os segredos eram vento e maré...
O mar aberto em sabor e viagem,
O amor entre o que foi e o que é.

Só as pedras ficam tatuadas pelo chão,
Pelos versos caídos ao abandono mais que triste...
A dor de ver, de ser, em cada novo poema e canção,
O amor entre o que não há e o que existe.

Só o tempo encontra o seu certo lugar,
Pelos nortes do meu peito perdido...
O meu leito, doce pegada que não sabe esperar,
O amor que se estende, mesmo esquecido.

1 comentário:

Maria disse...

Aprender a esperar é preciso......

UmDiA

Um dia fujo do mundo Solto o corpo na maré ou no vento E choro. Um dia, talvez amanhã, Acorde de novo sem saber Se o tempo está feito o...