1 de junho de 2017

PaLaVrAsEpAlAvRaSePaLaVrAs...

Do amor ou da solidão
Da ternura,
Da saudade,
Em correntes de dor e emoção,
Entre o sangue que teima e perdura,
Às voltas no peito que já se perde na idade,
Existem as silenciosas fontes castas.

As castas águas de um rio que corre,
As castas tempestades de uma paixão que não morre,
As castas lágrimas de quem não sacia,
As castas noites que se anunciam ao dia...

As palavras, gastas ou não,
Vertem sempre do coração
Quando ditas assim:
Num poema gritado
Num gesto lembrado
Numa solta amarra sem fim.

Dá-me essas palavras loucas e sãs
Esses rugidos em tremuras nas manhãs
O teu abraço presente e forte.
Dá-me esses sonhos todos teus
Essas vontades que nos insossegos meus
Me deixam sorrisos, vida e morte.

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