11 de maio de 2012

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De que vale o mar
Se também é enterro
De que vale cantar
O som do nosso erro
Se o tempo... se a vida...
No teclado que nos deu em sorte
Ecoa ainda o segundo que te deu a morte.


De que vale a memória
Se também é cruel
De que vale cada história
Com que sujamos o papel
Se o tempo... se a vida...
No teclado que nos deu em sorte
Ecoa ainda o segundo que te deu a morte.


De que vale o caminho
Se também é paragem
De que vale vir de mansinho
Se caímos à passagem
Se o tempo... se a vida
No teclado que nos deu em sorte
Ecoa ainda o segundo que te deu a morte.


Irei um dia chegar em segredo
Talvez num grito
Em cada verso que deixarei escrito
O meu passo tão perto do medo
Talvez um sorriso mais
De ternura e sonhos fatais
Com que abraço todas as lágrimas do mundo
Que não querem esquecer esse segundo
Feito destino e pedaço meu
Nessa morte que te deu...

2 comentários:

Maria disse...

Tão bonito e tão forte
tão ternura de dentro de ti
......
como se pode afastar a morte?

Abraço-te.

mariam disse...

Bonita homenagem!
A cultura e o mundo ficaram mais pobres...

beijinhos :)
mariam

aTuAaUsÊnCiA

A tua ausência morde-me o tempo e já não sei muito bem contar. Contar os dias que faltam ou contar os passos obrigatórios. Sabes que o me...