13 de novembro de 2013

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Palmilhando os silêncios que o dia me grita
Intranquilamente largado
Na dor sem lume, em cinza que dura maldita
O meu coração é um porto cansado

Nos jardins que a memória inventa e renova
Na loucura de quem sente este frio
Pergunto-me se cada soluço me comprova
Que de tão cheio vou morrendo tão vazio

Nas marés dos versos repetidos de mim
Volte-face entre o vento e os passos em frente
Embriaguez deste canto que se pousa assim
Dentro, dentro, entre o medo e o presente

Quero calar-me e ser saudade tanta!
Quero chorar e regar o amor!
Ser toque, sussurro, surpresa e manta
Vagabundo, poeta, cantor!

Quero levar-me ao infinito da vida!
Quero correr nos leitos do meu olhar!
Colorir de abraços cada recente ferida
E depois, finalmente, outra vez... amar!

1 comentário:

Helena Medeiros Helena disse...

Ser tudo! Deixar-se percorrer os meandros da saudade onde se escondem os sentimentos e emoções já vividos, elevar-se ao infinito da vida para enfim outra vez... amar!

Supremo desejo de quem um dia sofreu, chorou, sorriu, e amou intensamente. Um desejo de todos nós!

Ficam sorrisos e estrelas no teu caminhar,
Helena
(helena.blogs.sapo.pt)

ChEgAdA

Falas-me das certezas do voo Do seguro porto da viagem Dos sorrisos e das lágrimas à passagem E de todas as pedras da caminhada. Ma...