6 de maio de 2014

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Que da corrente resiste a viagem
Que da viagem se faz novo amor
Que o amor nunca é de passagem
Que da passagem vou para onde for

Que do rio navego em sonhos loucos
Que dos sonhos se morre em cada desilusão
Que da desilusão sobram gestos poucos
Que dos gestos se esquece o coração

Que do poema tropeça esta vida
Que da vida mal sei da sua margem
Que da margem existem sempre uma saída
Que da saída se faz outra viagem

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