29 de dezembro de 2007

oChEiRoDeMaRiA

Vem chegando no seu ritmo incerto e mágico
Penetrando-nos os sonhos e a saudade
Cobrindo-nos os olhos de sal
A alma de uma verde verdade
Onde ninamos os dedos em amores sem igual
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Vem rasteira, víbora ou sereia
Pintando-nos o corpo de vento e vida
Em montanhas, leitos e fontes de nos acordar
Onde fazemos de cada nova despedida
Uma outra forma de lutar e voltar
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Vem, hoje, em sorriso de palavras soltas
Caminhando-nos os afectos em fontes puras
Que nos formam rios e rios de ti
Solidária Maria, manto de fome e ternuras
Que sempre quero ter-te por aqui!
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Parabéns, minha amiga. Que a tua ilha mantenha sempre o teu cheiro!

28 de dezembro de 2007

RuMoS


Da fragilidade de todos os tempos e de todos os amores as correntes despejam-se em margens perdidas e fracas...




10 de Março 2007

SiLêNcIoDeCaNtAr0r0sToDaNoItEdEsEr

Depois do silêncio, a maré
Depois do horizonte, o lar
Cada passo em si mais do que é
Cada volta de novo, o eterno cantar

Depois da palavra, o sorriso
Depois do olhar, a ternura
Cada rosto em mim, mais que preciso
Cada tempo, fonte em tudo que perdura

Depois do verso, o canto
Depois da noite, nós dois
Cada regaço verde, doce manto
Cada certeza de ser assim... depois.

26 de dezembro de 2007

aMaRéGrItAr

O meu sangue corre a cada grito que grita
Penetra-me em cascatas de um amor que se agita
Foge de tanto correr atormentado
Talvez por ser sangue e andar já gritado


O meu sangue grita-me na imensidão do curso do rio
Segreda-me em labirintos de memória o sabor do tempo frio
Foge de tanto correr esfomeado
Talvez por ser sangue e andar já gritado

O meu sangue grita-te com a dúvida de um condor
Certeiro encontra os poros de cada dor
Foge de tanto correr cansado
Talvez por ser sangue e andar já gritado


O meu sangue grita-nos no cimo de cada solidão
Encontra-me perdido nas portas do coração
Onde tudo foge sem a volta do condenado
Porque sangue que é sangue tem de andar gritado!

24 de dezembro de 2007

nAiMeNsIdÃoDoScAmInHoS

Passamos o portão para o lado de lá. Ficamos no portão do lado de cá. Espreitamos o lado de lá do portão. Temos saudades no lado de cá do portão. Sentimos medo do lado de lá do portão. Choramos no lado de cá do portão. Sonhamos com o lado de lá do portão. Esperamos no lado de cá do portão.
Andamos de cá para lá, do portão. Parados na imensidão dos caminhos...

22 de dezembro de 2007

eMcAdAp0nTaDaNoSsAcRuZ

Em cada ponta da nossa cruz
Encontraremos um sorriso perdido
Um pequeno momento que nos seduz
No manto retalhado de um sonho esquecido
Em cada ponta da nossa cruz
Voltaremos a nós sem mais remédio
Formando nas solidões cada sombra da luz
De tanto sermos fonte, corrente e tédio
Em cada ponta da nossa cruz
Batalhamos os pequenos nadas de tanto ser
Perpetuando de novo um passado sem capa ou capuz
Por nós, pelos inconsequentes momentos de estar sempre a morrer...

21 de dezembro de 2007

bUsCa

Levantamos o olhar e a voz carmesim, a cada nó que nos damos de mão dada...







29 de Junho

DeStIn0

Assim. Apenas por dentro...


Cada olhar que nos damos ao destino percorre-nos as memórias em direcção ao tempo. Eleva-se-nos na alma de tanto sentirmos. Nas solidões marginais dos despertares fortes do frio. Nos abraços embriagados dos aromas penetrantes dos corpos amantes.
Cada olhar que nos damos aproximam-nos demasiado de tudo o que da vida levamos mesmo que nunca se faça. Em direcção a um futuro por vezes tão dentro de nós que se asfixia nas palavras que soltamos em vómitos ou cantigas de amor. Lembro-me dos olhos assim, capazes de tudo o que meu coração rompe...

20 de dezembro de 2007

sEmMiM

Precipito-me em mim sem palavras, sem tempo. Caio num buraco escuro sem respiração. Abro os olhos sem forças. Fecho as mãos geladas. O meu corpo não pede nada. Silêncio talvez. Quietude. Sentir que os dias vão passando sem se perderem. Desperdício? Precipício! Vagueio pelos sons e aromas à minha volta em vertigem permanente. Imune. Incolor. Intransparente. Vazio. Um estado lacrimejante demasiadamente doloroso para mim onde os rios secam. Preciso de um beijo. Um abraço. O ar que respiro está poluído. Asfixia-me e penetra-me nos sonhos inertes. Quero a minha respiração. Nada que tenha em mim. Que de mim tudo se sente feio e sem sorrisos. Vou correr na praia. Gritar na praia. Saltar na praia. Deixar-me levar em cada grão de areia ou onda e talvez voltar. A mim...
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Desculpem-me o desabafo. Em Natal embrulhado...

15 de dezembro de 2007

pReCiPíCi0(-mE)

Perto de mais tão longe em todas as manhãs
Teu corpo tua voz teu beijo mais que em mim
Cantamos os dias que passam e as horas vãs
Perto de mais tão longe e sempre assim

Forte por nós por cada passagem à janela
Minha sombra meu sorriso minha cor mais que ti
Navegamos rumo ao amor sem caravela
Forte por nós por cada passagem de ficarmos aqui

Sem recados sem palavras sem sequer esperar
Mais uma noite mais um pequeno embalo
No seguimento da lágrima tão funda carregada de chorar
Sem recados sem palavras ou com tudo a separá-lo?

Não ponhas os teus passos no meu areal
Deixa-me gritar-te todos os nós do sofrimento
Vou-me embora, pela porta fechada pela parede sem cal
Onde me mato sem te possuir no esquecimento


13 de dezembro de 2007

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...