26 de outubro de 2011

FiCo

Regresso ao cais de pés molhados e nus
A minha história rompe-se a cada tempestade
Corre como o rio da eternidade
No bater de um coração que me prende e seduz
Seus olhos azuis de mar
Sorriso cheio de tempo e vontade
Carregam-me no colo a verdade
De toda a ternura que a noite me faz chorar
Chama-se saudade, desejo, tudo
E o meu peito brota como terra de jardim
Flores postas ao vento em nuvens de cetim
Ou em lençóis que espalham sussurros de veludo
Regresso a este canto meu no abraço apertado
Na respiração que se faz verso e canção
Secreto canteiro no meu coração
Onde descansa o meu corpo cansado

2 comentários:

Maria disse...

Hoje não te sei comentar.
Apenas digo que às vezes o mar tem uma cor acastanhada, como o meu olhar...

Abraço-te.

Ailime disse...

Amigo,
Belíssimo!
Beijinhos.
Ailime

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...