12 de outubro de 2011

oTeMp0dEmIm

Sobre as águas passa o tempo de mim
Num rio que corre tranquilo e silencioso
Manto de me tapar a alma assim
Junto ao peito de um grito tão precioso
Espelho de uma voz que canta cega
Cada tempero deste caminho que não sossega
Poeta de olhos abertos e vagabundo
Que carrega cada minuto do mundo
Para existir louco e sabe-se lá se moribundo:
O enterro é seguro. No abraço cansado
Às voltas nas viagens do passado
Que me consome ainda por todo o lado
E o meu sangue parece não ter fim
Sobre as águas deste tempo de mim...

2 comentários:

Maria disse...

Água pura e cristalina que bebo de um trago
Para depois me desfazer em rio e pranto
Recolho o pó a areia a pedra e cada bocado
De um tempo em que já fui leito e manto
Que a vida é assim, amar e morrer
A cada noite que escorre dos meus braços
Pois que o dia seja sempre de viver
No calor e aconchego dos teus abraços.

OUTONO disse...

Há um canto palavra, neste encanto escrita...lido no silêncio de uma pausa...que repousei para ti!

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...