18 de janeiro de 2013

cArTa

Não fui eu que um dia te cantei
Numa voz rouca perto de ti
Talvez o poema que ainda não sei
No génio doce e forte de Ary

Não foram as mágoas, as lutas do tempo assim
Carregando a avenida do que tive e senti
Um povo na rua gritando dentro de mim
O génio doce e forte de Ary

Não são os silêncios que me matam mais
Do que tudo o que espero de ti
Mesmo quando calada me dizes onde vais
Pelo génio doce e forte de Ary!

2 comentários:

Maria disse...

Só te posso deixar, como comentário, um poema do Zé Carlos:

Meu amor, meu amor

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

Ary dos Santos

OUTONO disse...

...emocionado, um abraço!

PoDeSeR

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