18 de março de 2013

TaLvEz

Talvez o mar
Rente à lágrima caída no entreabrir da alma
Talvez ficar
Longe da inquietação que grita a dor e a calma
Talvez o norte
A tempestade imensa dos corações cativos
Talvez a morte
Que segura o sangue que canta na pele dos vivos
Talvez a viagem
Rosto de sorriso aberto na direção certa
Talvez a margem
Nos rios da nossa mão, que afaga e aperta
Talvez o nada
No cansaço que fica em tudo o que vai
Talvez a estrada
Do pó das cinzas onde permanece e cai
Talvez o poeta
Que um dia nasceu na dança do amor
Talvez a baioneta
No carrasco de dentro que me fez cantor
Talvez, sim
Certezas existem na mentira do ar
Talvez o fim.
Para de novo poder recomeçar...

1 comentário:

Maria disse...

Talvez o poeta.
Talvez tu, que recomeças sempre do tanto, todos os dias.
Talvez o abraço que te trago te aconchegue até adormeceres.
Talvez. Sim!

DeHoJeDeSeMpRe

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