17 de abril de 2013

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O poeta sabe das estradas e dos rios. Conhece as profundezas dos sonhos. A qualquer hora o tempo - do poeta -, transforma-se num verso doido ou embriagado, pobre ou reluzente, que atinge as memórias e as canções. Até mesmo no aroma dos seus dedos se sente o lento turbilhão dos dias e das noites. Porque o poeta funde-se em múltiplos odores. Talvez quem sabe seja mesmo assim... De olhos abertos sobre a corrente. De corrente forte sobre os passos. De passos vagabundos na perdidão dos silêncios. Nos silêncios que ficam do abandono. No abandono rasgado sobre o seu corpo. No corpo de poeta, amante eterno das paisagens.

2 comentários:

Maria disse...

O poeta sabe. Ponto. O poeta sente. A capacidade do poeta inventar é infinita...

Beijo-te.

OUTONO disse...

...ser poeta é...
seguramente conheces o resto da canção.

Abraço amigo e poeta!

m0rAsEmMiM

Moras na solidão mas os teus olhos são de mar Moras na solidão mas o teu bairro é a tua voz Moras na solidão mas o teu corpo é de bail...