22 de setembro de 2015

SeDuÇã0

Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que da flor todo o mel em lábios húmidos
Que do prazer a grande e mágica noite
Que de mim o teu corpo...
Que de mim o teu corpo...
Que do prazer a grande e mágica noite
Que da flor todo o mel em lábios húmidos

21 de setembro de 2015

mIgRaDo

Serve o nome cravado na testa para entrar na grande cidade. Serve o cheiro podre e o ar desgraçado. Servem os bolsos rotos. Serve a barba selvagem. As unhas disformes. Serve o olhar cruel. Serve a mão pesada e rude. Serve até a voz assustadora. Servem os sonhos?

10 de setembro de 2015

rEs0lUçÃo

Um dia o Vagabundo resolveu adormecer e esquecer o tempo. Ficou-se pelo silêncio, pelo caos, pelo ramo, pela pedra. Nada mais lhe interessou que não fosse ficar. E porque ficando se deixou ficar encontrou a sua forma de estar.

1 de setembro de 2015

CuStA(15aGoSt0)

Custa estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa. Custa estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa.Custa estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa. Custa estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa. Custa estar. Custa a pergunta. A resposta. A nuvem que o vento revela. Custa cada palavra antiga. O som dos dentes e o olhar de sorriso único. Custa estar. Tanto. Que a saudade é uma gravidez eternamente moribunda. Moribunda eterna é gravidez na saudade. Tanto. Estar custa. No único sorriso de olhar e o som dos dentes. Antiga a palavra que custa. Cada. E o vento revela a nuvem. A resposta. A pergunta custa. Estar custa.

14 de agosto de 2015

LeItOdEd0r

Já o leito é berço de dor
Já o tempo, um vulcão
Cada segundo, arde o coração
De me perder por dentro, em amor

Fico fraco, pesado amante
Sem o sorriso do futuro
Sonho o toque do vento puro
Nesta rouquidão que trago errante

Até quando, o cansaço?
O longo trago de ser assim
O corpo, que morre em mim
Neste caminhar, neste traço...

11 de agosto de 2015

QuEmDeRa

Foi no jardim dos canteiros em flor
Que se perdeu o meu passo
Onde desaguei o cansaço
Tudo o que tenho e traço
Em verso quente que transpira amor

Fugi tanto tanto que mal sei
Os caminhos que fiz
Se choro ou sou feliz
Até morri por um triz
Tudo o que grito e cantei

Quero o sossego das águas transparentes
Numa calma de ternura e mão
No toque forte do coração
Que sabe demais o sim e o não
O refúgio perdido dos lugares errantes 

Um dia, na planície serena da espera
Na cabana limpa de luz
No conto que sempre seduz
Nos corpos nossos, nus
Quem dera, quem dera...

10 de agosto de 2015

qUaLqUeRdIa

Qualquer dia talvez seja amanhã
Quem sabe, um outro rio corresse
Na perdição que me consome em cada manhã
De um sonho onde tudo se perdesse
Qualquer dia talvez seja hoje até
Num outro caminho, grito enfim
Das noites que são a garganta de tudo o que é
De tudo o que começa e tem um fim
Qualquer dia, na morte talvez
Na encruzilhada que me assalta em turbilhão
Como se vai, chegando a sua vez
Como fica, em modo inquietação

6 de agosto de 2015

aRrUmAçÃo

O corpo cansava-lhe em pesadas lágrimas de tempo. Custa arrumar os papéis. No entanto, decidido, o pequeno vagabundo desejou não pertencer a lado nenhum.

30 de julho de 2015

dEcIsÃo

Pego na tua mão e o cheiro invade-me. Sinto a pele efevrescente e carregada de história. Ainda sei do aconchego nos meus cabelos, da voz na minha saudade e do passo certo. Porque é que a vida teima em lembranças? Diriam que é bom, que cura, que é uma forma de eternidade... Não me convenço muito. Porque o teu estar ou não estar era uma decisão tua; não minha.

28 de julho de 2015

nEgRo

Clara a manhã pesada do presente. Rasgo de lágrima, pele ausente. Silêncio o tempo negro do futuro. Liberdade presa atrás do muro. Jardim de amor forte de sorrir os dias? As minhas mãos estão vazias... O teu corpo é-me desejo suado. O teu abraço saudade em tom cansado. A tua voz, sangue corrente. Eu, torrente. Entre brisas e ventanias. E as minhas mãos vazias...

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...